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sábado, 18 de fevereiro de 2012

O pesadelo da "compra" do meu vestido de noiva

Saluuuuut, chers leitores!!! Comment ça va???? 


Hahahahaha, estou muito feliz, porque muitas coisas boas estão acontecendo ao mesmo tempo... Mas este será um post muito sério. Hoje eu vou escrever sobre o problema que tive com o meu vestido de noiva. É um post-desabafo e não acusatório, porque não vou citar nomes aqui... Não adianta nem perguntar, porque não digo... Mas, por favor, queridos leitores, a proprietária do "atelier" volta e meia lê o meu blog... então deixem aqui seus comentários, para que ela saiba o que todos pensam de pessoas como ela. Mas, atenção, os comentários são moderados... Portanto, nada de ofensas!
Vamos, então, ao que interessa.
Fui pedida em casamento no dia 24 de março de 2010. Mas eu estava vivendo na França e não tinha como ir atrás dos preparativos, já que o casamento religioso aconteceria no Brasil. Em novembro, ainda na França, comecei a contatar alguns fornecedores, avisando que chegaria em breve ao Brasil e gostaria de saber um pouco mais sobre seus serviços, preços, etc. E encontrei, numa grande comunidade de noivas, boas referências a esse "atelier". Entrei em contato com sua proprietária, a quem chamarei aqui de Fulana de Tal, e marcamos um horário no dia 26 de novembro de 2010. Quando eu estava na metade do caminho (o atelier dela fica ha 25 km. de distância da casa dos meus pais), ela me ligou, dizendo que ia chegar um pouquinho atrasada. Bem, esse "pouquinho" dela foram 50 minutos e eu estava indo embora quando ela chegou. Mas ela era uma vendedora sedutora, e eu acabei entrando no atelier, conversando com ela, vendo alguns vestidos... 
Não fechei negócio naquele dia porque não gostei dos vestidos que vi em seu atelier. Continuei a procura e, confesso, era desanimador, porque eu não gostava de nada. 
Mas eis que, em Santo André, encontrei uma loja que tinha o vestido perfeito. Mas havia dois problemas: ele não era branco (era off white e eu queria branco) e era muito caro. Expliquei, por email, para a Fulana de Tal, como queria o meu vestido e marcamos novo horário. Como eu estava de viagem marcada para o Canadá, perguntei a ela se poderíamos nos encontrar em janeiro para fecharmos o negócio. Ao que ela respondeu que dava sim pois, se eu fechasse o negócio naquele momento, em janeiro o vestido estaria quase pronto.
Viajei tranquilérrima, afinal de contas, esse email ela me mandou em 09 de dezembro. Se em dois meses ele estaria quase pronto, então não teria problema nenhum eu encomendar meu vestido no início de 2011. No dia 31 de janeiro entramos em contato por email e marcamos minha ida ao atelier para o dia 06 de fevereiro, ou seja, quatro meses e meio antes do casamento. Lá no atelier, a Sra. Fulana de Tal me mostrou uma foto do vestido que eu queria. Era exatamente o que eu havia descrito pra ela. Eu só não sabia que o vestido original era da loja Bela Noiva. Mas ela tinha a foto dele com ela e disse que era sim possível fazê-lo. Paguei metade do vestido no ato e a outra metade eu pagaria no dia da primeira prova, que ficou marcada no contrato que assinamos para o dia 06 de abril, ou seja, dois meses depois da compra. 
No dia 31 de março, eu já estava toda eufórica, já que a primeira prova do meu vestido seria dalí uma semana. Mas a Sra. Fulana de Tal não havia mais entrado em contato comigo confirmando. Então achei melhor perguntar, pra não correr o risco de ir até lá, 25km da minha casa, para nada. E a Fulana respondeu que a data da primeira prova era gerada automaticamente quando ela inseria a forma de pagamento e que, por conta do feriado chines o vestido atrasaria, mas que ele chegaria ainda em abril.
Hum... Algo cheirava a problema aí, para não dizer outra coisa... Mas era o meu vestido dos sonhos, e resolvi esperar, pacientemente... Afinal, ainda faltava pouco mais de dois meses e meio para o casamento. O problema é que a Dona Fulana não era esperta o suficiente para me tranquilizar... ela sumia!!! Então, no dia 14 de abril, eu resolvi deixar um recado no perfil dela, no orkut, dizendo que eu estava preocupada com a falta de notícias do meu vestido. Ao que ela respondeu para eu ficar tranquila porque o vestido chegaria até o final do mês.
Aí eu já deixei de botar fé, mas eu não queria outro vestido... Dos milhares de vestidos que eu havia provado, aquele modelo era o único que eu gostava. Resolvi continuar esperando, mas eu já estava ficando realmente preocupada. Além disso, a Fulana apagou o meu recado no orkut, o que já me deixou com a "pulga atrás da orelha"... 
O mes de abril passou e claro que a Fulana de Tal não entrou em contato comigo... Óbvio. Então, no dia 05 de maio, já extremamente preocupada, mandei um email para ela, dizendo da minha preocupação, do meu medo de não ter o vestido a tempo e perguntando até quando eu deveria esperar... Pedi que ela entrasse em contato com o fabricante e perguntasse a data em que o vestido chegaria, porque aí eu poderia pensar no que fazer, se esperar ou ir atrás de outro vestido. Ela me respondeu que o vestido chegaria na semana de seu casamento (sim, ela casaria um mês antes de mim!) e que ela deixaria meus contatos com sua sócia para que ela entrasse em contato comigo quando o vestido chegasse. 
Disse a ela que eu aguardaria, mas que queria um telefone da sócia dela para entrar em contato, já que eu não queria incomodá-la na semana de seu casamento. Dez dias depois, eu estava cada vez mais nervosa e resolvi escrever-lhe novamente, pedindo para que ela entrasse em contato com o fabricante e pedisse o número de rastreamento para que eu pudesse ficar tranquila. Ela disse que pediria o número e me mandaria. Mas não mandou. E passou a ignorar meus emails. 
Nessa semana eu tive praticamente todas as noites mal dormidas, pois tinha pesadelos com o vestido todas as noites. Em alguns, era dia do casamento e o vestido ainda não havia chegado, em outros, ele chegava bastante diferente do que eu havia pedido e tinha que me conformar com isso porque não dava tempo de fazer as modificações necessárias. Houve outros, mas em todos eu não me casava com o vestido que havia escolhido para o dia mais importante da minha vida.
Assim sendo, no dia 18 de maio eu passei o dia todo tentando entrar em contato com a Sra. Fulana de Tal, mas ela nunca me atendeu. Ou a ligação caia após o primeiro toque ou caia após inúmeros toques. Mas o fato é que eu não fui atendida. Extremamente nervosa, tentei entrar em contato com sua sócia, a Sra. Beltrana, mas a ligação também caia após inúmeros toques. Foi no final da tarde, depois de um dia inteiro tentando entrar em contato, que eu consegui ser atendida por sua sócia.
Neste telefonema eu questionei à Sra. Beltrana se o meu vestido chegaria naquela semana e ela disse que provavelmente não, porque naquela semana o atelier estaria preocupado com os preparativos do casamento da Sra. Fulana. Então eu lhe disse que eu não conseguia falar com sua sócia e que eu esperaria pelo vestido somente até o final de semana e, depois disso eu gostaria de cancelar meu contrato.
Seguido a isso, entrei em um fórum dedicado à noivas, o mesmo em que eu havia encontrado boas referências ao trabalho dessas senhoras, e, no tópico “Não Indico”, eu disse que não indicava o trabalho da Fulana e Beltrana e expus às outras noivas todo o pesadelo em que eu estava vivendo.
Duas horas depois, a Sra. Fulana ligou para a minha casa e, gritando, disse que estava ligando porque foi alertada sobre o que eu havia escrito em relação ao meu vestido que eu havia encomendado com ela. Disse que ela não ia pensar no meu vestido naquela semana porque, afinal de contas, aquela semana era a do casamento dela. E que também não ia pensar no meu vestido na próxima semana, porque seria a semana da lua de mel dela. Que somente ela era a responsável pela retirada do meu vestido na transportadora e que se eu quisesse esperar por ele, deveria me contentar em esperar até a última semana de maio / primeira de junho. Ou então, que se eu quisesse cancelar o negócio, que tudo bem também, mas que eu teria que esperar até que ela voltasse da lua de mel.
Abismada pelo tratamento que eu estava recebendo, eu disse que tudo o que eu queria naquele momento era o número de rastreamento do meu vestido para eu decidir se valeria a pena esperar por ele ou não. Por Deus, eu não queria outro vestido de modo algum!!! A Sra. Fulana me disse que me enviaria o tal código logo em seguida.
O código de rastreamento nunca chegou. Nem por email, nem por carta, nem por fax, nem por jegue, nem por nada. Eu simplesmente nunca soube o maldito código.
Pergunto-lhes, estimados leitores: o que eu tinha a ver com o casamento da Fulaninha??? NADA!!!
Mas ela tinha a ver com o meu... Ela era responsável pelo ítem mais importante, o vestido com o qual sonhei desde sempre! Mas ela conseguiu acabar com algo fundamental num negócio: a confiança! Eu não confiava mais nas datas que ela me dizia e nem no trabalho dela. Então, pedi, no dia 24 de maio, a rescisão de contrato com a devolução dos valores pagos. Dei como data limite para isso o dia 05 de junho, porque aí certamente ela já teria voltado da lua de mel. 
Ah, caros leitores, mas infelizmente nem todas as pessoas são dotadas de inteligência. A dona Fulana, "espertinha", malandrinha, mandou uma carta no dia 06 de junho, um dia depois do dia em que deveria ter devolvido meu dinheiro, dizendo que o vestido havia chegado, era lindo e tal, e que, como o vestido estava disponível, ela não estava me negando o vestido, ela não ia devolver o dinheiro. 
Agora imaginem, quem, em sã consciência, depois do tratamento VIP que eu recebi, iria lá fazer ajustes no vestido?????
Bem, mas como eu considerei rescindido o contrato no dia em que mandei a carta, ou seja, 24 de maio, logo em seguida eu fui atrás de outro. E comprei o vestido mais bonito do mundo! Sim, ele existia e não estava num atelierzinho de quinta. Mas ele era caro. Mais do que eu podia gastar. Mas, sonho de noiva não tem preço. Eu comprei o vestido e fiquei aguardando a Fulana de Tal me devolver o dinheiro. Como no dia 06 eu fiquei sabendo que ela não ia devolver, fui ao tribunal de pequenas causas para resolver de forma civilizada o meu problema. Nem tanto pelo valor perdido (claro que todo dinheiro é muito bem vindo pra quem tá casando, porque casar é caro pra burro!), mas mais pelo desaforo!
A audiência ficou fixada para o dia 25 de outubro. Ou seja, eu teria que viajar do Canadá para Santo André, para uma audiência. Mas ok, porque mais do que o dinheiro todo que eu iria gastar, o que eu queria era não ter que engolir toda a raiva sozinha. 
No dia da audiência, a sra Fulana tinha mais raiva no olhar do que eu. Estava grávida, com problemas de saúde, havia perdido a mãe há 20 dias, enfim... Claro que me culpou por ela estar ali, mesmo passando por tantos problemas. Vamos lá, caríssimo leitor, mais uma vez, o que eu tinha a ver com todas as desgraças??? NADA!!! Eu sinto muito quando alguém perde um ente querido. Senti até mesmo por ela. Mas ela não estaria alí se tivesse sido honesta, e devolvido o que não era dela, né não?
Quando a conselheira estava por perto, ela chorava, se fazia de vítima, de coitadinha... Quando a conselheira saía por algum motivo eu podia ver o ódio nos olhos dela e ela aproveitava pra me chamar de tudo o que podia... Lobo em pele de cordeiro. 
Bem, ficou fixado, no dia da audiência, que ela me pagaria em 3x de R$500,00. Não era nem um terço do que eu havia pedido, mas esperava que pudesse doer no bolso dela e, assim, que ela aprendesse e não fizesse mais isso com ninguém. Ela escolheu o dia para pagar: todo dia 5, já que ela ia receber pensão (pensão??? Como assim??? Ela tem mais de 30 anos!) pela morte da mãe dela nesse dia. Assinamos o acordo!
Ah, seria tão bom se a vida fosse fácil assim... Mas não é... ela me deu um baile pra pagar.  O dia 5 de novembro caiu num domingo... Então, óbvio que eu sabia que ela me pagaria no dia 6 e não no dia 3, por exemplo. Mas.... MAS!!!, nada no dia 6... Já no dia 7 de novembro a dona Fulaninha me envia um email dizendo que havia se confundido com as datas e o recebimento da pensão não seria no dia 5 e sim no quinto dia útil do mês. Pediu para que eu fosse compreensiva com isso e que me pagaria metade naquele dia e a outra metade até o final de semana.
Respondi que achava muito engraçado que eu sempre tinha que ser compreensiva com ela e ela nunca era comigo. Que quem havia escolhido a data para pagamento era ela, e não eu. Mas, como eu era BEM compreensiva, aceitava que ela me fizesse o pagamento sempre no dia 09 (para não dar a desculpa de se confundir com as datas novamente).
Claro que ela chiou, mas acabou fazendo dois pagamentos de R$250,00 no dia 09 de novembro. No dia 09 de dezembro, não sei porque, me surpreendi quando não vi o dinheiro na minha conta. E óbvio que ela não me deu satisfação alguma. Então lhe escrevi dizendo que infelizmente o dia do pagamento se havia acabado e ela não havia cumprido com sua parte. E que eu iria ao Juizado na segunda-feira caso o dinheiro não estivesse na minha conta para denunciar o não cumprimento do acordo.
Aí ela ficou doida!!! Me chamou de intolerante e intragável e disse que havia feito uma transferência. Eu respondi, na maior calma e educação que na minha conta não havia chegado nada... E ignorei as ofenças. Ela me respondeu que o Doc que ela havia feito tinha voltado e que eu deveria processar o banco por isso... rs
É pra rir, né?? Sabe o que eu acho que deixava a Fulana ainda mais puta?? O fato de eu nunca ter descido do salto. O fato de eu ter sempre sido educada com ela. O fato de eu nunca ter me desestabilizado... 
Após receber o pagamento de dezembro uma semana depois do que deveria ter sido, eu escrevo para a Fu (assim soa mais íntimo... rs) dizendo que o pagamento de janeiro deverá ser feito no dia 5 exatamente, porque eu não confiava nela e não tava mais a fim de ser boazinha com ela, já que ela não merecia. Sabem o que ela me respondeu??? Que ia pagar como e quando podia. Como ela não pode pagar no dia certo, dei queixa dela no tribunal de pequenas causas... Afinal, ela praticamente implorou por isso, vocês não acham?
Há quatro dias ela me escreveu achando um absurdo ter recebido nova intimação.... Porque já havia pago tudo! (Por que será que ela não foi verificar se tinha pago mesmo antes de dizer bobagens??) Mandei cópia de meu extrato provando que não havia pago tudo. Aí ela disse que eu deveria ter entrado em contato com ela ao invés de fazer isso, mas que eu não perdia a chance de ferrá-la (palavras dela) e que ia me pagar. Eu disse que queria o pagamento o mais rápido possível, inclusive com a multa prevista no acordo inicial. Ela ficou indignada e disse que eu a estava ameaçando... Ai ai...  Eu disse que só queria o dinheiro que era meu e estava com ela indevidamente... Ela me respondeu, entre outras coisas, que eu já deveria me sentir vingada, pois ela passou muito nervoso 20 dias após o falecimento da mãe dela, estava grávida, sem renda (como assim??? E o atelier???) e que agora eu estava fazendo ela passar ainda mais nervoso enquanto estava amamentando... E, claro, aproveitou pra me chamar de insolente! Terminou dizendo que ia pagar o que faltava apenas e que esperava que eu não a importunasse mais.
É uma humorista mesmo, não, caro leitor?? Eu achei por bem não responder, mas tinha certo de que se ela não pagasse a multa eu iria dar queixa dela novamente. Aliás, o intuito disso tudo era ela aprender a não fazer mais ninguém de idiota. Eu não ia deixar barato. Mas eis que ela pagou direitinho, um mês e 10 dias depois do que deveria, mas pagou. E mandou o comprovante de depósito com mais um recadinho educado, me chamando de demônia (uahahahahaha - risada macabra) e dizendo que nunca mais queria ouvir falar de mim.
Eu ri! O que mais poderia fazer?? Pena ela ter tanto ódio no coração... Isso não faz nada bem pra saúde. 
Bem, desde o dia do telefonema mal-criado até o início dessa semana, eu engoli inúmeros desaforos, sem dar o troco merecido. Quantas e quantas verdades eu quis dizer para ela e me contive. Ela disse tudo o que pensou... Me chamou de todos os nomes possíveis. Mas pagou. E pagou com multa. E eu ri! Bem feito!
Infelizmente, estou certa de que ela ainda não aprendeu. O que me faz lamentar profundamente. Mas, tenho certeza, a vida se encarregará de ensiná-la. Se Deus quiser, ela vai encontrar muitas Evelins pelo caminho, mulheres que sabem fazer valer seus direitos. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Nosso camento, parte 3: O civil e a festinha no Canada

Caros leitores,

Me casei dia 21 de outubro. Vocês devem estar se perguntando: outra vez? Pois é... Desta vez, no civil, e em Montréal. E por que Montréal? Bem, essa pergunta é ainda mais fácil de responder... É porque casar em Montréal tem apenas 10% da burocracia que existe para casar no Brasil. Era apenas apresentar passaporte, certidão de nascimento traduzida, preencher dois formulários e pagar a taxa.
Mas se engana quem pensa que foi tudo assim facinho... Foi não. Sempre tem que haver um contratempo. E eu, que já estava no meu terceiro casamento (com o mesmo marido, devo esclarecer), já devia saber disso.
Apresentei todos os documentos no final de agosto. Não fiz isso antes porque faltava traduzir a minha certidão de nascimento. Então, ao final de agosto, com todos os documentos em mãos, me dirigi junto com Heri e nossa amiga Ana, que seria nossa testemunha, ao Palácio de Justiça (onde são realizadas as cerimonias civis) para marcar a data. Aí disseram que deveríamos esperar 20 dias e eles nos ligariam e diriam quando seria o casamento. Passaram 20 dias e ninguém ligou. Fui até lá questionar a demora. E aí, o senhorzinho que me atendeu bem ao lado de uma placa de "respeite o funcionário público ou você vai ver o que é bom pra tosse" me disse que ninguém havia me ligado porque eu não havia levado a tradução da minha certidão de nascimento. Como assim??? Fiquei perplexa, já que eu havia demorado a marcar justamente porque estava esperando a bendita tradução. Eu disse que eu havia levado sim e ele continuou afirmando que não... Pôxa, como deve ser difícil para ele assumir que perderam meu documento... Mas, enfim, só não insisti mais por conta da placa de "respeite o funcionário público ou você vai ver o que é bom pra tosse"... rs. Depois de eu enviar nova cópia da tradução do meu documento, a data foi finalmente fixada. E, a partir daí, tudo deu super certo!
O único "porém" é que eu estava de viagem marcada para o Brasil no dia seguinte ao casamento. E a festinha que havíamos prometido para os amigos montrealais??? Diante do impasse, decidimos: a festa seria antes da celebração... Sei, caro leitor... Isso é bem estranho... Comemorar algo que ainda não aconteceu... rs. Mas a culpa é toda do velhinho-servidor-público-ameaçador que perdeu meu documento.
Apesar da festa ter sido antes da cerimônia, vou relatar aqui como eu gostaria que tivesse sido. Então, vou começar pela cerimônia mesmo. Ela foi super simples, mas bonita (ao menos eu achei, claro) e durou apenas 10 minutos. Primeiro a juíza leu as leis do código civil do Québec concernente ao casamento. Depois ela pediu que nos déssemos as mãos e então perguntou se queríamos mesmo casar. Diante de nossas respostas afirmativas (um "oui" bem sonoro!!rs) ela nos declarou époux e épouse e autorizou o beijo. Aí assinamos a papelada e acabou a cerimônia! Simples assim.
Agora a festa... Passei dois dias na cozinha, preparando coisinhas gostosas para 30 convidados. Pães (frango com cream cheese, peperoni com queijo e pizza), torta de palmito, quiche de brócolis com bacon, beijinho, brigadeiro, casadinho, flamboyant, mousse de maracujá e bolo de três leites recheado com doce de leite e chocolate branco. Ficou tudo bem bom, porque fiz tudo com muito carinho!!! E a festa também foi bem boa! A casa estava lotada de gente animada: nossos novos e já queridos amigos. Foram 5 horas de muita risada, muita diversão e muita conversa (em vários idiomas, porque tínhamos convidados de nove nacionalidades diferentes!!!). Pena que já passou... Agora tenho que pensar em como será a comemoração de um ano de casados... E mais difícil que isso: quando será essa comemoração, já que temos 3 datas diferentes para comemorar nossa união. E viva o amor!!! =)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Meu Casamento, parte 2 - A Festa no México

Sempre achei os mexicanos muito animados! Então, minhas expectativas para a minha festa de casamento no México eram altas. E, felizmente, eu não me decepcionei!
A festa estava marcada para as 20:15h. Mas Heri, já sabendo da (im)pontualidade dos mexicanos, avisou que a festa seria as 20h. Nós, os noivos, chegaríamos as 21h.
O cronograma era o seguinte: chegaríamos à festa, seríamos anunciados, entraríamos e nos colocaríamos na pista para iniciar o tango que tanto havíamos ensaiado. Em seguida, dançaríamos a valsa. Inclusive com nossos pais e com meus cunhados. Depois, o tão temido discurso. Em seguida, seria servido o jantar. A meia noite, faríamos a "Víbora do Mar" e depois eu jogaria meu buquê e Heri jogaria minha liga.
Nós, de fato, chegamos as 21h. E para nossa surpresa (para minha surpresa, ao menos), o salão não estava completamente cheio. Sendo bem realista: estava meio cheio. O que foi bom porque, na minha opinião, o tango foi um fiasco. Havíamos ensaiado tanto e estava tão bonito!!!! Mas, na hora, no nervosismo, esquecemos tudo o que devíamos fazer! Enfim, parece que os convidados não notaram muito, porque disseram que foi bonita a nossa dança. Mas nós, que sabíamos como devia ser, ficamos um pouco decepcionados.
Na hora da valsa, iniciamos dançando com nossos pais... Eu com meu pai e Heri com sua mãe. Em seguida, eu com seu pai e ele com minha mãe. Depois com seus irmãos e irmãs. E, nessa hora, me dei conta de que uma de suas irmãs ainda não havia chegado. Que triste! A minha fofita querida estava atrasada e já havia perdido a dança dos noivos e a valsa!
Em seguida, o discurso. O meu, eu havia preparado há um tempão, tamanho era o medo... rs. No Brasil não é comum isso! O Heri preparou o dele algumas horinhas antes da festa. E ficou lindo! Seu pai, como bom anfitrião, fez um agradecimento especial aos convidados. O meu pai fez um discurso que fez todo mundo rir... Contou minha história com Heri do seu ponto de vista (o que acabou distorcendo um pouco a história, diga-se de passagem) e terminou avisando que, agora, Heri também era seu filho e, como tal, deveria saber que "lá em casa, com os filhos, o coro come!" Hahahaha. Só meu pai mesmo!
Alex, meu cunhado, também falou, e foi ele que sugeriu o brinde! Foi bem legal!
Aí veio o jantar: rolinhos de siri com salada verde, sopa de salsinha com nozes tostadas, carne de vitela ao vinho do porto e legumes e, para fechar com chave de ouro, bolo de tres leites com doce de leite. E muita bebida: tequila, rum, vodka, uisque, refrigerante... E dá-lhe calorias!!!
Mas para que se preocupar com isso?? Nesta hora, todos que tinham que chegar já haviam chegado e a pista de dança bombou a noite inteirinha e lá todos gastaram o excesso consumido no jantar.
A meia noite, paramos para fazer a Víbora do Mar. Trata-se de uma brincadeira da qual participam as moças e moços solteiros. Primeiro, os noivos sobem em cima de banquinhos e o noivo segura a ponta do véu da noiva. Aí, as moças solteiras fazem um trenzinho e dançam passando por baixo da ponte criada pelo véu da noiva. Como elas podem se desiquilibrar enquanto dançam, há quem fique segurando os noivos. Terminada a dança, eu joguei meu buquê. Quem pegou foi uma amiga das minhas cunhadas. Confesso que eu torcia para que Moni, uma das irmãs do Heri pegasse... Mas não foi dessa vez.
Depois é a vez dos moços. Aí a coisa pega... Porque eles tentam derrubar o noivo do banquinho!!! Haja segurança pros noivos!!! Conseguiram até arrancar meu véu. Mas é extremamente divertido! Depois Heri tirou minha liga e jogou. Um amigo do seu antigo trabalho agarrou a liga.
Diferentemente do que aconteceu na festa do Brasil, no México a liga foi muito mais disputada do que o buquê!
Muitas e muitas danças e fotos depois, chegou a hora dos Mariachis! Foi bem bonito!!! Pena que era a última hora da festa. Junto com a apresentação deles, foi servido chilaquiles. Que delícia!!!! E Heri aproveitou o momento para "passar a camisa"... rs. Pois é, no Brasil, vende-se um pedacinho da gravata. No México, os convidados alfinetam dinheiro na camisa do noivo.
E a festa terminou com gostinho de quero mais. Foi a festa mais divertida em que eu já fui. E o melhor: era minha!!! =)
Para quem ficou curioso e quer saber o conteúdo do discurso dos noivos, aí vai:

Discurso do Heri:
"El día que te conocí tuve el presentimiento que tú eras la mujer de mi vida, la mujer con la que tanto había soñado, la que tanto había estado esperado, con la que quería formar una hermosa familia, con la que quería hacerme bien viejito, ese día solo bastaron 5 minutos para darme cuenta que el amor a primera vista existía, en 5 minutos despertaste en mi las ganas de querer conocerte mas, de saber que alimentaba esa hermosa sonrisa y ese brillo en los ojos, que solo tú tienes, para fomentarlo para el resto de tu vida. Después de esa plática, tenía una nueva misión de vida, descubrir cuáles eran todos tus sueños y anhelos, fusionarlos con los míos, desarrollar las estrategias para conseguir todos esos sueños, esta noche estamos cumpliendo uno de los grandes que teníamos en nuestra lista. Tu me has ayudado a descubrir lo que verdaderamente es la felicidad. Te amo con todo mi corazón y te prometo enfrente de todos mis seres queridos que te hare mas feliz de lo que ya eres.
Me gustaría aprovechar la oportunidad, para agradecerles a cada uno de ustedes por acompañarnos este dia tan importante, y decirles que los quiero mucho. Gracias
Para los amigos extranjeros: Thank you very much guys, it is amazing that you guys made it, i hope you guys enjoy the mexican party."

Meu discurso:
"Primero que nada me gustaria agradecer la presencia de todos ustedes que estan aqui para compartir con nosotros este que es uno de los dias más especiales de nuestras vidas! Muchas gracias!
Bueno... me gustaria decir que yo me enamoré por Heriberto muy rápidamente. Porque él es una persona apasionante! Y desde que me di cuenta de esa pasión, yo tenía en él mi mejor amigo, mi maestro, mi confidente, mi fortaleza, mi compañero. Y hoy, además de todo eso, es mi esposo! El día que nos conocimos ahí, en la cafeteria (te acuerdas?), no podia imaginar que llegaria este momento. Pero Dios nos ha guiado hasta ahora, haciéndonos ver que el amor estaba junto a nosotros y nos ayudó a enfrentar todos estos kilómetros de distancia que nos separaba.
Hoy, Heri, quiero te prometer mucho más que amor y fidelidad. Quiero prometer que yo seré feliz para hacerte feliz. Que estaré a tu lado en todos los momentos, felices o no. Que tu serás para siempre mi verdadero amor. Con quien voy a envejecer. Estaré a tu lado en un momento llamado SIEMPRE.
Te amo muchísimo!"

sábado, 9 de julho de 2011

Meu Casamento

Organizar um casamento é um misto de sonho e pesadelo. Sonho porque muitas noivas pensam desde pequenininhas como vai ser o dia de seu casamento, e quando chega o momento de organizar, ela pode colocar tudo aquilo que pensou em prática! E pesadelo porque nem tudo sai como o planejado.
Organizar o meu casamento foi a coisa mais gostosa que já fiz! Passei horas, durante vários dias (meses, eu diria) pensando nisso! E também trabalhando nisso! Foram 3 meses pintando, fazendo bolinhas, envernizando, fazendo lacinhos, colando tags... Deu muito trabalho, mas eu acho que faria tudo outra vez!
Como nem tudo são flores, tive muitas intercorrências. Noiva é neurótica? É sim, sem dúvidas, mas não sem motivos. Tudo deve sair perfeito!
Meu primeiro problema foi logo ao tentar agendar a data: Sem casamento civil previamente marcado, a Igreja Católica não realiza o Sacramento do Matrimônio. Pôxa, mas meu caso era especial!!! Então eu teria que vir ao Canadá, casar-me no civil, voltar ao Brasil para casar-me na Igreja, como manda o figurino e, por fim, regressar ao Canadá para viver... Haja dinheiro!!! E dinheiro sobrando é coisa que nenhuma noiva tem! Então, conversei com o padre, que me orientou a escrever uma carta ao Bispo, contando minha história e pedindo uma autorização para casar-me na igreja sem o civil. E comprometendo-me a entregar a certidão de casamento assim que ele se realizar.
A carta que escrevi continha seis folhas e minhas irmãs juraram que o bispo dormiria no meio da leitura. Se ele dormiu, eu não sei, só sei que duas semana depois eu recebi a informação de que o casamento havia sido autorizado!
O próximo percalço foi o meu vestido de noiva. Não gostava de nenhum. Achava todos bregas! Hahahaha. Bem, nem todos. Muitos eu achava bonitos.... Mas no manequim, porque em mim ficava brega! Hahahaha. Até que encontrei um, em uma loja de Santo André, pelo qual me encantei. E soube, naquele momento, que aquele seria meu vestido. Mas ele custava R$5.500,00, e essa era uma quantia que eu não pensava em gastar com vestido. Então encontrei um "ateliê" que me prometeu o mesmo vestido por quase R$2.000,00. Uau, essa era a oportunidade! Encomendei meu vestido com quase 5 meses de antecedência, e a promessa é a de que eu faria a primeira prova 60 dias depois da encomenda feita. O fato é que, faltando apenas um mês para o meu casamento, nem sinal do vestido! Imaginem o meu desespero!!! Noites sem dormir e, quando eu dormia, meu sono era recheado de pesadelos! A boca cheia de aftas... os dedos da mão sofrendo com a desidrose! E o cabelo caindo mais do que o normal (ou seria o ralo do banheiro que estava ficando cabeludo???)... O fato é que a gota d'água foi um telefonema com a "vendedora" no qual ela me tratou muito grosseiramente e de maneira nada profissional. Aí decidi comprar outro vestido. Mas esse vai ser assunto pra um outro tópico...
O último obstáculo a ser superado foi o mais difícil... Porque não dependia de mim, nem do noivo, nem de qualquer profissional contratado para fazer do dia do meu casamento o dia mais feliz da minha vida. Dependia de Deus, da sorte, do carma... sei lá... Era o maldito vulcão chileno que depois de dez dias sem emitir nenhuma fumacinha começou a atrapalhar meus planos... Até aí, o noivo já havia chegado (ufa!), mas meus sogros estavam presos na Argentina e o vôo havia sido cancelado justamente por causa das cinzas... Estávamos angustiados, sem saber se eles chegariam a tempo! Heri seria o primeiro filho a se casar na Igreja, e talvez eles não estariam presentes. Isso me deixava bem triste.
Mas Deus sempre sabe o que faz! Meus sogros chegaram à Igreja quarenta e cinco minutos antes da cerimônia, vindos no único vôo que saiu da Argentina naquele dia, e os anjos que fazem parte do curso de noivos da Igreja os ajudaram passando suas roupas. No momento da cerimônia, estavam prontos!
Quando eu cheguei na Igreja, estava tudo pronto! A Elis, a fada-madrinha que contratei como decoradora, veio me mostrar uma foto de como havia ficado a decoração. Ficou mais bonita do que eu imaginei. Super clean, super romântica, super linda! Escutei a orquestra tocando para a entrada dos padrinhos. E, então, escutei a clarinada. Foi nesse momento em que me dei conta de que estava ansiosa. Porque até então, parecia que nem era comigo... rs. E logo escuto a marcha nupcial e as portas da igreja se abriram para que eu entrasse.
Entrei com meu pai, olhar fixo no altar para ver se eu via o noivo. Mas com todos os convidados em pé, o noivo acabou ficando escondido, então só restou sorrir para os convidados e tentar ver quem estava presente alí. Só quando eu estava bem pertinho do altar é que consegui ver o Heri. E ele estava lindo!!! Mais do que eu havia imaginado!
A cerimônia durou cerca de quarenta minutos e eu quase não me lembro do que o padre disse, nem das músicas que tocaram, nem nada... Só lembro da entrada do Gabri (lindo!!!), que foi o meu pajem e foi a sensação da cerimônia!, do "Claro que sim!" do Heri, quando o Padre perguntou se era por livre e espontânea vontade que ele se casava comigo, e do momento da saída, quando vi meu vozinho querido chorando muito. Aí eu também não aguentei e acabei chorando!
Nesses quarenta minutos (que para mim não foi mais que cinco minutinhos), experimentei uma felicidade nunca antes sentida! Foi o dia mais feliz da minha vida!
Agora, se engana quem diz que casamento é só uma vez na vida!!! Em setembro tem a segunda rodada! México que nos aguarde!!!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Chá de Lingerie

Passo horas do meu dia pesquisando coisas para meu casamento. E foi numa dessas pesquisas que eu descobri o Chá de Lingerie. Na verdade, ele nem é mais tão novidade, algumas noivas já vem preparando esse tipo de evento ha pelo menos 3 anos. Mas eu mesma nunca tinha ido em um. E como ficaria bem difícil levar presentes de chá de cozinha do Brasil para o Canadá, resolvi que uma maneira divertida de me reunir com minhas amigas seria fazendo o tal do Chá de Lingerie.
Eu já tinha visto algumas lojas em São Paulo que organizavam esse tipo de evento. Mas eu não moro em SP e 95% das minhas convidadas também não moram lá. A grande dificuldade foi encontrar uma loja na minha cidade que organizasse isso de maneira bem legal. Pesquisa vai, pesquisa vem, encontrei a Angelique. É uma boutique de lingeries e mimos super linda! E foi a única loja que encontrei em minha cidade!!! Fui conhecer a loja e gostei bastante, mas eu não tinha nenhuma referência sobre ela, o que me deixou um pouco receosa... mas, como não havia outra loja, foi aí mesmo que assinei contrato. E não me arrependi nadinha! =)

Para o meu chá (que de chá não tinha nada... a bebida top foi um espumante!) convidei 30 amigas. Infelizmente, quase metade não foi. A única coisa que eu posso dizer quanto a isso é: azar de quem não foi! hahahaha. Quem foi ADOROU! E eu também AMEI!
Conforme as convidadas iam chegando, eram servidos paezinhos, canapes, salgadinhos, refrigerante, água e muito espumante! Iam chegando, conhecendo a loja, conversando... As conversas mais interessantes e engraçadas estavam em um cantinho escondido da loja: o sex shop!
Depois de muita conversa, muitas fotos e risadas, chegou a Flávia, a responsável pelo que seria o ponto alto desse encontro: ela ia nos ensinar como fazer striptease (y otras cositas más). A Flávia é uma consultora sensual, ou personal sexy, como muitos chamam, e é super simpática e divertida! Deu dicas super úteis! Hahaha.
Depois da palestra da Flávia, comemos docinhos e bolo, cada uma comprou o que queria na loja! Como fiquei sabendo lá no dia, esse tipo de loja é uma que os maridos/noivos/namorados não se importam de deixar a mulher gastar... Por que será?
Dois dias depois eu fui escolher as lingeries que minhas convidadas ajudaram a pagar. Deu pra eu escolher 9 peças LINDÍSSIMAS!! E ainda por cima ganhei um ensaio sensual, cujas fotos ficaram MARAVILHOSAS (mas só o futuro marido poderá ve-las!).
Gostaria de aproveitar o espaço para agradecer as amigas presentes e dizer que sem vocês não teria sido tão divertido!!
E, agora sim, que venha o casamento (e a lua de mel, claro!)!!!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Curso de Noivos

Bonjour, caros amigos,

Como já é de conhecimento de muitos (pelo menos é de conhecimento dos mais próximos), caso-me este ano. E como também muitos já sabem, foi uma novela para conseguir que a Igreja Católica aceitasse realizar meu casamento. Bem, obstáculos superados à parte, esse fim de semana Heri e eu fizemos o curso de noivos. Ou, como se chama aqui em Montréal, "la session de préparation au mariage". Esse curso, no Brasil, tem duração de algumas horinhas apenas, mas em Montréal ele dura dois dias e meio. E custa oito vezes mais.
Bem, vamos ao que interessa. Não tinha exatamente uma idéia de como seria esse curso. No Brasil mais ou menos eu sei como é, porque minhas irmãs fizeram, mas em Montréal eu não conheço ninguém que tenha feito.
Eu já tinha lido que em Montréal as pessoas não tem o hábito de se casarem na igreja. Então fui preparada para encontrar um curso "às moscas". Heureusement, eu estava enganada. O curso de fim de semana contou com 24 casais. Para começar, fomos divididos em tres grupos e cada grupo era coordenado por um casal.
Na sexta-feira, o tema do encontro era "projeto de vida e os valores". Foi um tema legal para pensar e, literalmente, colocar na ponta do lápis tudo o que pensamos sobre o casamento e sobre o futuro marido (ou sobre a futura esposa, no caso dele). Foi legal também para especificar quais valores são importantes para mim e quais são importantes para ele (e combinamos em 70% dos valores!!!). Cabe dizer que a sexta-feira foi o dia mais desanimado... Depois de sexta, pensei "chega logo domingo a noite!!!". Mas sábado e domingo foram bem mais agradáveis e passaram correndo!
Sábado teve como tema "A comunicação do casal". Nesse dia falamos sobre nossos desejos e necessidades, sobre o que estamos dispostos a fazer para evitar os desentendimentos. Neste dia aprendemos que é bobagem dizer "nós nos casamos", porque o casamento não é onde nos doamos um ao outro uma única vez... Casamento é se doar todos os dias!
No domingo discutimos sobre "Negociação". Na minha opinião foi o dia mais legal! Me dei conta de como é minha maneira de nogociar as coisas e percebi que preciso melhorar muito... rs! Mas o mais legal desse dia, foi o trabalho que fiz com Heri, no qual colaboramos, compartilhamos e, mesmo sem poder trocar uma palavra com ele, complementamos um o trabalho do outro. Me senti super feliz!
O dia terminou com uma missa bonita e os votos de um feliz casamento pra nós.
ADOREI!!!
E, agora, que venha o casamento!!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Boa Notícia do ano!

Bonjour mes amis!

Esta semana eu recebi uma notícia surpreendente!
Como já escrevi aqui, o homem da minha vida me pediu em casamento esse ano. No nosso caso, parecia que tudo ia ser mais complicado. Para começar, porque ele não é brasileiro. Então, casar no Brasil seria muito caro, por todas as traduções que ele teria que fazer. Casar no México, seria ainda mais difícil, porque além de caro, seria mais burocrático do que no Brasil (será que é possível isso?). Então, decidimos que nos casaríamos no Canadá, o país em que vamos morar. Para casar no Canadá, se compararmos com o Brasil, a burocracia é zero!
Como estou em meio a meu processo de imigração, pensávamos que se nos casássemos antes do final do processo, este iria demorar mais que o habitual. Então pensamos em nos casar quando eu terminar meu processo imigratório. Mas eu adoraria compartilhar esse momento de intensa felicidade com as pessoas que amo. Então, a decisão tomada foi: casamos no Brasil, pela igreja, e, depois, no Canadá, pelo civil. Nesse meio tempo, uma comemoração pela união no México!!!
Acontece que é contra a lei da Igreja casar-se no religioso sem o civil (ou, ao menos, sem ter o civil marcado). E isso iria complicar muito nossos planos. Fui até a igreja, em setembro, conversar com o Padre para ver o que podíamos fazer. Ele disse que só realizaria meu casamento, do modo como eu gostaria, se o Bispo da minha cidade autorizasse. Nesse momento eu já estava quase partindo para um plano B. Mas então, conversei com meu amigo mais "católico apostólico romano" e ele me deu algumas dicas (valeu, Rô!!!). Escrevi, então, uma carta ao Bispo, pedindo que analisasse meu caso, mas já desacreditada de uma resposta positiva.
Pensando que a probabilidade do bispo autorizar era a mais baixa possível, liguei no cartório da minha cidade para saber exatamente os documentos necessários e liguei no Consulado do Canadá para saber se isso atrasaria meu processo.
Quando eu menos esperava, recebo a boa notícia. A secretária da Igreja ligou lá na minha casa, no Brasil, para dizer que o Bispo autorizou o casamento. Hã?? Kkkkkkk. Vocês não têm idéia da felicidade que senti quando recebi essa notícia!! Por essa eu realmente não esperava.
Mas é isso!
Agora, retomamos o plano primeiro e vamos começar os preparativos. Ano que vem vai ter bolo de casamento!!!!