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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Congresso... E muito trabalho

Do dia 29/04 ao 02/05 aconteceu um congresso na PUC-SP chamado InPLA (Intercâmbio de Pesquisas em Lingüística Aplicada). Foi a 17ª edição e eu fiz parte da Comissão Executiva. O que significa que eu tive muiiiito trabalho e passei muiiiiito nervoso. Tive três funções claras: era a responsável pela verba FAPESP, pela noite de lançamento de livros e pelas editoras que exporiam os livros durante o evento. A FAPESP foi moleza... Quer dizer, é uma tremenda burocracia, tive que ler muita papelada, providenciar detalhadamente dados dos apresentadores do estado de SP, resumo dos trabalhos e mais um montão de coisa que formou um calhamaço super elogiado pela própria FAPESP. Em contrapartida, eles não deram nem metade da verba solicitada... =(. E, durante o evento eu tive que correr atrás dos professores que teriam suas diárias pagas pelo órgão financiador para recolher dados e fazer as notas...
Agora, quanto ao lançamento e as editoras... bem... isso deu um puta trabalho! Quer dizer, era aparentemente fácil! Eu deveria fiscalizar o trabalho de dois funcionários da PUC que entrariam em contato com as editoras e autores, negociariam o espaço, etc... Mas não foi bem isso que aconteceu! De fiscal eu passei a telefonista, cobradora e, no fim das contas, até carregadora de mesas... Hahaha. Explico: para que o espaço fosse negociado formalmente, era necessário um contrato. E, para que houvesse um contrato, a reitoria deveria aprovar a entrada das editoras no congresso. Acho que todos sabem a dificuldade que é conseguir uma coisa que depende de outra pessoa, que depende de outra e, por fim, depende ainda de uma 4ª ou 5ª... Duas semanas antes do 17º InPLA a reitoria ainda não havia liberado a entrada das editoras. O que foi que eu fiz, então? Eu mesma entrei em contato com os representantes das mais importantes editoras (importantes no que se refere ao número de publicações em Lingüística) e negociei o espaço. No fim das contas (bem no fim mesmo, quando já estava quase tudo acertado), um funcionário da PUC me ajudou... Nisso eu já tinha passado quase a semana toda pendurada no telefone. Ele fez os contratos e os enviou para a reitoria. Conseguimos uma verba de R$8.000,00 para o evento. Em relação aos lançamentos, aí eu já não fui tão feliz... Ninguém pôde contribuir. Primeiro porque as editoras que estariam presentes no lançamento estariam também expondo os livros durante o evento, o que significa que elas já teriam contribuído (e muito, diga-se de passagem) financeiramente. Os autores que iriam por conta própria não podiam contribuir em nada... Eles eram autores que publicaram seus livros com auxílio de órgãos financiadores e/ou universidades, o que significa que eles não tinham dinheiro... Conclusão: o lançamento de livros aconteceu sem qualquer ajuda financeira.
Mas a confusão toda não acaba aí... A PUC-SP tem um setor (ir)responsável pelos eventos. E um funcionário deste setor ficou de me arrumar mesas - tanto para as editoras exporem os livros quanto para os lançamentos. Dois dias antes do congresso (isso mesmo, DOIS DIAS), o mocinho que me ajudou com os contratos me liga dizendo que ouviu que eu não teria mais as mesas... Liguei para o funcionário do setor de eventos que não resolveu merda nenhuma. Consegui o telefone do chefe dele que me tranquilizou e disse que eu teria as mesas; elas seriam entregues às 14:00h do dia do lançamento dos livros (oito no andar térreo - para o lançamento - e mais oito no terceiro andar - para as editoras). Não sei porque eu acreditei nele... As vezes essa minha inocência (????) me irrita.
Às 14:00h as mesas não estavam no lugar combinado... Nem as do térreo e nem as do terceiro... Liguei para o chefe do setor de eventos. Ele me garantiu que elas estavam a caminho. 15:00h: as mesas para o lançamento já estavam disponíveis, mas não as que seriam utilizadas pelas editoras. Liguei novamente. Ele me disse para ficar tranquila que tudo estava sendo providenciado. 16:00h: tudo igual, menos eu, que ficava cada vez mais nervosa. Pedi para uma colega ligar cobrando, porque eu já não aguentava mais. A resposta foi: fiquem tranquilas... entre 16:30h e 17:00h as mesas estarão no lugar combinado. As 17:10h, nervosíssima com a ausência das mesas, liguei novamente e a resposta foi: o chefe do setor foi embora às 17:00h. COMO ASSIM??? Ele me enrolou o dia inteiro!!! E eu acreditei nele! Ainda não sei quem é mais imbecil, se ele ou eu, mas juro que estou quase certa de que não é ele... QUE RAIVA!!!
Bem, esse era um problema que eu teria que contornar. Às 18:00h eu me dirigi ao espaço da biblioteca onde aconteceria o lançamento de livros e o coquetel (que foi maravilhoso, por sinal). Me virei com o tanto de mesa que tinha (eu tinha 8 mesas e 18 livros sendo lançados...). Felizmente pude ouvir de uma autora que ela nunca tinha visto um lançamento de livros tão bem organizado... É nessas horas que a gente vê quanto vale a pena todo o trabalho e todo o estresse que acaba vindo com ele. Muito bem. Fim do coquetel, eu tinha uma tonteira sem fim (por conta de duas taças de espumante) e oito mesas para carregar para fora da biblioteca. Trabalho findado quase às 22:00h. No dia seguinte: estar na PUC antes das 07:30h, carregar as mesas do térreo para o terceiro andar, indicar o espaço de cada editora e recepcionar um grupo da USP que conseguiu um espacinho de última hora...
No fim das contas: ganhei um colar lindo de presente da Comissão Organizadora por meus trabalhos prestados... Ganhei também um crédito de atividade programada (isso é o mais importante para mim); ganhei dor no corpo inteiro por carregar cinco mesas por três andares... Ganhei amigos também: adorei conhecer o pessoal que trabalhou no 17º InPLA! Que fez o evento acontecer com um sucesso que parecia impossível! Pessoal da Letras (PUC e USP), do Secretariado, da Fonoaudiologia, da Lingüística...
ADOREI! Mas não faço isso novamente tão cedo... Hahaha
(e me desculpem pelo palavreado...)

sábado, 27 de setembro de 2008

Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia

Estive essa semana no XVI Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia. Nunca havia ido em um... Já participei de outros congressos, mas sempre na Lingüística. Engraçado como consigo me sentir um "peixe fora d'água" nos dois lugares. Meus trabalhos são considerados muito "fonoaudiológicos" para a Lingüística e muito "lingüísticos" para a Fonoaudiologia. Ainda assim, sou capaz de me apaixonar pelas duas áreas que, na verdade, se complementam...
Como estava dizendo, fui ao congresso pela 1ª vez. Esperava ser massacrada com a apresentação do meu trabalho, já que ele ia na contramão de tudo que seria apresentado lá. Fiquei surpresa com o resultado e, na verdade, nem sei porque... Ninguém fez qualquer pergunta. Pior: nenhum comentário. Mais tarde entendi... quando não entendemos, geralmente nos calamos. Fui totalmente incompreendida. Quem sabe no próximo ano?
É fato que eu estava com medo dos questionamentos que estavam por vir, mas saber que ninguém entendeu nada também não é fácil!
Outro comentário: cada trabalhinho ruim nesse congresso! Aff! Me pergunto como alguém pode perder tempo com pesquisas tão insignificantes... Pesquisas que até um leigo já sabe o resultado... Quando é que essa minha classe vai evoluir? Mas, é claro, também havia trabalhos ótimos!!! Espero encontrar essas pesquisadoras mais vezes!
O melhor de tudo: a bagunça (que nem foi tanta assim), o passeio, as companhias... É ótimo estar cercada de pessoas inteligentes e com os mesmos ideais!
Adorei! Ano que vem, estarei no XVII! Apesar dos pesares...