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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Meu Casamento, parte 2 - A Festa no México

Sempre achei os mexicanos muito animados! Então, minhas expectativas para a minha festa de casamento no México eram altas. E, felizmente, eu não me decepcionei!
A festa estava marcada para as 20:15h. Mas Heri, já sabendo da (im)pontualidade dos mexicanos, avisou que a festa seria as 20h. Nós, os noivos, chegaríamos as 21h.
O cronograma era o seguinte: chegaríamos à festa, seríamos anunciados, entraríamos e nos colocaríamos na pista para iniciar o tango que tanto havíamos ensaiado. Em seguida, dançaríamos a valsa. Inclusive com nossos pais e com meus cunhados. Depois, o tão temido discurso. Em seguida, seria servido o jantar. A meia noite, faríamos a "Víbora do Mar" e depois eu jogaria meu buquê e Heri jogaria minha liga.
Nós, de fato, chegamos as 21h. E para nossa surpresa (para minha surpresa, ao menos), o salão não estava completamente cheio. Sendo bem realista: estava meio cheio. O que foi bom porque, na minha opinião, o tango foi um fiasco. Havíamos ensaiado tanto e estava tão bonito!!!! Mas, na hora, no nervosismo, esquecemos tudo o que devíamos fazer! Enfim, parece que os convidados não notaram muito, porque disseram que foi bonita a nossa dança. Mas nós, que sabíamos como devia ser, ficamos um pouco decepcionados.
Na hora da valsa, iniciamos dançando com nossos pais... Eu com meu pai e Heri com sua mãe. Em seguida, eu com seu pai e ele com minha mãe. Depois com seus irmãos e irmãs. E, nessa hora, me dei conta de que uma de suas irmãs ainda não havia chegado. Que triste! A minha fofita querida estava atrasada e já havia perdido a dança dos noivos e a valsa!
Em seguida, o discurso. O meu, eu havia preparado há um tempão, tamanho era o medo... rs. No Brasil não é comum isso! O Heri preparou o dele algumas horinhas antes da festa. E ficou lindo! Seu pai, como bom anfitrião, fez um agradecimento especial aos convidados. O meu pai fez um discurso que fez todo mundo rir... Contou minha história com Heri do seu ponto de vista (o que acabou distorcendo um pouco a história, diga-se de passagem) e terminou avisando que, agora, Heri também era seu filho e, como tal, deveria saber que "lá em casa, com os filhos, o coro come!" Hahahaha. Só meu pai mesmo!
Alex, meu cunhado, também falou, e foi ele que sugeriu o brinde! Foi bem legal!
Aí veio o jantar: rolinhos de siri com salada verde, sopa de salsinha com nozes tostadas, carne de vitela ao vinho do porto e legumes e, para fechar com chave de ouro, bolo de tres leites com doce de leite. E muita bebida: tequila, rum, vodka, uisque, refrigerante... E dá-lhe calorias!!!
Mas para que se preocupar com isso?? Nesta hora, todos que tinham que chegar já haviam chegado e a pista de dança bombou a noite inteirinha e lá todos gastaram o excesso consumido no jantar.
A meia noite, paramos para fazer a Víbora do Mar. Trata-se de uma brincadeira da qual participam as moças e moços solteiros. Primeiro, os noivos sobem em cima de banquinhos e o noivo segura a ponta do véu da noiva. Aí, as moças solteiras fazem um trenzinho e dançam passando por baixo da ponte criada pelo véu da noiva. Como elas podem se desiquilibrar enquanto dançam, há quem fique segurando os noivos. Terminada a dança, eu joguei meu buquê. Quem pegou foi uma amiga das minhas cunhadas. Confesso que eu torcia para que Moni, uma das irmãs do Heri pegasse... Mas não foi dessa vez.
Depois é a vez dos moços. Aí a coisa pega... Porque eles tentam derrubar o noivo do banquinho!!! Haja segurança pros noivos!!! Conseguiram até arrancar meu véu. Mas é extremamente divertido! Depois Heri tirou minha liga e jogou. Um amigo do seu antigo trabalho agarrou a liga.
Diferentemente do que aconteceu na festa do Brasil, no México a liga foi muito mais disputada do que o buquê!
Muitas e muitas danças e fotos depois, chegou a hora dos Mariachis! Foi bem bonito!!! Pena que era a última hora da festa. Junto com a apresentação deles, foi servido chilaquiles. Que delícia!!!! E Heri aproveitou o momento para "passar a camisa"... rs. Pois é, no Brasil, vende-se um pedacinho da gravata. No México, os convidados alfinetam dinheiro na camisa do noivo.
E a festa terminou com gostinho de quero mais. Foi a festa mais divertida em que eu já fui. E o melhor: era minha!!! =)
Para quem ficou curioso e quer saber o conteúdo do discurso dos noivos, aí vai:

Discurso do Heri:
"El día que te conocí tuve el presentimiento que tú eras la mujer de mi vida, la mujer con la que tanto había soñado, la que tanto había estado esperado, con la que quería formar una hermosa familia, con la que quería hacerme bien viejito, ese día solo bastaron 5 minutos para darme cuenta que el amor a primera vista existía, en 5 minutos despertaste en mi las ganas de querer conocerte mas, de saber que alimentaba esa hermosa sonrisa y ese brillo en los ojos, que solo tú tienes, para fomentarlo para el resto de tu vida. Después de esa plática, tenía una nueva misión de vida, descubrir cuáles eran todos tus sueños y anhelos, fusionarlos con los míos, desarrollar las estrategias para conseguir todos esos sueños, esta noche estamos cumpliendo uno de los grandes que teníamos en nuestra lista. Tu me has ayudado a descubrir lo que verdaderamente es la felicidad. Te amo con todo mi corazón y te prometo enfrente de todos mis seres queridos que te hare mas feliz de lo que ya eres.
Me gustaría aprovechar la oportunidad, para agradecerles a cada uno de ustedes por acompañarnos este dia tan importante, y decirles que los quiero mucho. Gracias
Para los amigos extranjeros: Thank you very much guys, it is amazing that you guys made it, i hope you guys enjoy the mexican party."

Meu discurso:
"Primero que nada me gustaria agradecer la presencia de todos ustedes que estan aqui para compartir con nosotros este que es uno de los dias más especiales de nuestras vidas! Muchas gracias!
Bueno... me gustaria decir que yo me enamoré por Heriberto muy rápidamente. Porque él es una persona apasionante! Y desde que me di cuenta de esa pasión, yo tenía en él mi mejor amigo, mi maestro, mi confidente, mi fortaleza, mi compañero. Y hoy, además de todo eso, es mi esposo! El día que nos conocimos ahí, en la cafeteria (te acuerdas?), no podia imaginar que llegaria este momento. Pero Dios nos ha guiado hasta ahora, haciéndonos ver que el amor estaba junto a nosotros y nos ayudó a enfrentar todos estos kilómetros de distancia que nos separaba.
Hoy, Heri, quiero te prometer mucho más que amor y fidelidad. Quiero prometer que yo seré feliz para hacerte feliz. Que estaré a tu lado en todos los momentos, felices o no. Que tu serás para siempre mi verdadero amor. Con quien voy a envejecer. Estaré a tu lado en un momento llamado SIEMPRE.
Te amo muchísimo!"

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

México! Ai ai....

Esqueça aquela idéia de que no México o que se vê são mexicanos usando um grande sombrero, bebendo tequila, sentados num chão árido sobre a sombra de um cactus... Há, realmente, muitos cactus no México, existe uma parte árida, os mexicanos gostam mesmo de tequila e os cantores de mariachi usam o sombrero. Mas não é nada como o estereótipo que fazemos do México e do povo mexicano.
Na minha opinião, quem diz que brasileiro é o povo mais simpático do mundo, definitivamente não conhece o povo mexicano. São acolhedores. Do momento em que coloquei os pés em solo mexicano até o momento em que os tirei, me senti em casa! Completamente a vontade! O atendente da imigração tinha um bom humor incrível... Os policiais do aeroporto, extremamente solícitos.
Meu vôo deveria chegar ao México as 7:05 da manhã. E foi pontual. Não houve qualquer intercorrência até que eu saísse, pronta para encontrar meu (até então) amigo, o Heri. Ele não estava ali... Na hora, fiquei um pouco aflita, porque não falo espanhol (nunca tive aulas, tudo o que sei sobre a língua são dos meses que passamos conversando por MSN) mas, mesmo assim, pedi informação, troquei alguns dólares, comprei um cartão telefônico e liguei pra ele. Na verdade, ele já estava lá (e há muito tempo!), mas estava andando pelo aeroporto porque a informação que ele tinha era a de que meu vôo ainda não havia chegado... Bem, esse tipo de mal entendido acontece. O fato é que, daí em diante, passei a semana mais incrível da minha vida.
Assim que cheguei fomos tomar um café... Eu, Heri e seus pais. A primeira impressão já foi ótima! Me trataram super bem, fizeram com que eu me sentisse realmente parte da família. Não foi exatamente um café da manhã mexicano, porque eu havia comido no avião e estava sem fome... Então comi um pão (doce, maravilhoso) e tomei leite. Só. E estava uma delícia, mesmo para quem estava sem fome... rs. Daí, pegamos o Turibus. É um ônibus de dois andares, sem teto na parte de cima, que faz um tour pela cidade, parando nos pontos turísticos (que são muitos) e dando explicações sobre eles (em espanhol e inglês). O tour dura cerca de 3 horas. Terminado o tour, paramos em um lugar que não sei definir o que era, mas era algo como uma cafeteria, famosa por seus churros e chocolate e foi isso o que comemos. Uma delícia! Mais tarde, tive minha primeira experiência com a comida verdadeiramente mexicana. Não me lembro o nome do prato, mas parecia com uma pizza, só que com a massa muito fininha, feita de milho, e, em cima, havia carne e queijo. Comi com um pouco de molho à base de abacate e pude perceber, já nesse primeiro contato, como os mexicanos gostam de pimenta! Rs.
Nos dias subsequentes conheci Queretaro, Guanajuato e San Miguel, cidades encantadoras! Das três, a que mais gostei foi San Miguel, uma cidadezinha cheia de igrejas e americanos...rs. É uma cidade tranquila e com excelente qualidade de vida. Não é a toa que os gringos decidiram morar lá. Foi nessa cidade que eu provei um sorvete de mamey, uma fruta que nunca tinha visto e nem experimentado antes. Uma delícia!
Na Cidade do México visitei o Museu de Antropologia e achei fantástico, maravilhoso. Dá vontade de colocar a mão em tudo! Pena que embaixo de cada coisa há uma plaquinha escrito “não toque”... rs. Como os astecas podiam fazer coisas tão incríveis? O Castillo de Chapultepec, visitado no último dia, também é lindo!
Mas, de todos os passeios, o que mais gostei foi, sem dúvida, Teõtihuácãn. A pirâmide da Lua e a imponente pirâmide do Sol me deixaram sem fôlego (tanto no sentido figurativo quanto no sentido literal... rs). O artesanato também é belíssimo.
De todas as comidas que provei (foi uma semana comendo coisas que jamais havia provado antes), o que mais gostei foi a sopa asteca. Que delícia. Outra coisa bem boa é o mole, um tipo de molho que tem em sua composição 123 ingredientes, sendo um deles o cacau. E, para beber, suco de arroz doce. Sim, soa estranho... mas é muito gostoso!!! E as cervejas? Uma delícia! Além das tradicionais, provei cerveja de coco, de manga e de uma outra fruta que não lembro o nome porque não existe aqui no Brasil.
Não conheço muitos lugares, mas de todos os que eu conheço, sem dúvida, o México é o mais encantador! É um país rico em cultura, cores, sabores e simpatia. É simplesmente APAIXONANTE!
Por falar em apaixonante, a viagem ao México me rendeu ainda uma família cuja simpatia e receptividade se vê de longe! Espero voltar lá brevemente!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Evelin no País do Sombrero" ou "Fazendo a lição de casa - 2"

Por razões que não cabem esclarecer aqui, dia 17 deste mês conhecerei uma partezinha do México. A viagem foi decidida meio que de supetão... Mas com tempo (muito mais que) suficiente para que eu planejasse tudo. Primeiro, o visto. Se comparado com o visto americano, quase não há burocracia para se tirar o mexicano. Na verdade, até 2005 não exigia-se visto para que os brasileiros entrassem lá. Mas, imagino, que com a grande quantidade de brasileiros que entrava de forma ilegal nos Estados Unidos via México, o visto passou a ser um pré-requisito para nossa entrada no "país do sombrero". Muito bem... bem-feito pra nós! Mas não encontrei qualquer dificuldade para conseguir a permissão para entrar no país. Aliás, foi muito mais simples do que imaginei. Preparei toda a papelada necessária e, chegando ao Consulado, fui atendida numa fila expressa - claro, eu já tinha o visto americano. Visto concedido em menos de meia hora. Facilidade e bom atendimento. Essa foi minha experiência no consulado mexicano (acho que eles deveriam ensinar bons modos ao pessoal do consulado americano...).
Do visto até a viagem há um hiato de dois meses e meio. E, neste interim, minha contagem regressiva...rs. Estou empolgadíssima com a viagem. Como acho que nunca estive antes. Ficarei na capital do país, a Ciudad de Mexico. Mas pouco sei sobre o local. Sei, por exemplo, que a cidade foi fundada pelos astecas, é a segunda cidade mais populosa do mundo (perdendo só para Tokio) e possui a quarta maior praça (conhecida por Zócalo, mas cujo nome oficial é Praça da Constituição) de onde se pode ver a Catedral Metropolitana, a maior catedral latino americana que levou 250 anos para ser construida, abrigando diversas riquezas do período Colonial.
Sei também que, distante 50 km da capital do país está Teotihuacan, a cidade dos Deuses, que é um sítio arqueológico fundado por volta do século I a.C. e que possui uma das maiores pirâmides do mundo, a pirâmide do Sol. Na verdade, Teotihuacán significa “local onde os homens se tornam deuses”.
Sobre a comida, não conheço mais que burritos, quesadillas, guacamole e os deliciosos pastéis (rs... bolos, em português) de tres leches e irresistible. Mas sei que a culinária mexicana é uma das mais ricas do mundo... e leva sempre muito chili (pimentas e pimentões).
Sobre a bebida, sei menos que muitos brasileiros. Nunca provei a famosa tequila. Mas sei que ela possui cerca de 38% de álcool em sua composição. Descobri essa semana que existe uma outra bebida, extraída da mesma planta de onde se extrai a tequila, chamada mezcal e cuja fama é de ser superior à tequila. O detalhe: dentro da garrafa dessa bebida, há uma LAGARTA. Argh!!! Segundo li, a lagarta é posta dentro da garrafa para provar que o mezcal tem concentração de álcool suficiente para preservá-la. Argh, argh, argh!!! hahaha.
Mas, pior que isso, foi descobrir que os mexicanos comem essas lagartas... E que um pratinho desse sofisticado inseto, acompanhado de guacamole, custa cerca de U$50,00. Acho que esse é um dinheiro que vou economizar...
México, aí vou eu...