sexta-feira, 19 de março de 2010

A menina e o Sol

Vasculhando nos "rascunhos" do meu blog encontrei esse artigo escrito há 7 meses. Não sei porque não o publiquei. Ele continua fazendo muito sentido pra mim, então por isso o publico agora. Com vocês, A menina e o Sol.



Ela sente como se o sol a esquentasse sempre.
Mesmo quando chove.
Mesmo quando é noite.
E, talvez, pelo fato do sol estar sempre presente,
ela não sabe mais quando é hora de dormir.
Não quer (e nem consegue) dormir quando o sol faz presença forte.
Mas sente necessidade de dormir quando o calor é brando... ainda que seja dia.
Talvez porque, quando ela está no sol,
é como se sonhasse acordada.
E quando não pode se expor a ele, ela dorme para que ele apareça em seus sonhos.
O sol a faz sentir-se viva.
É ele quem faz seu dia mais feliz.
Quando ela acorda, ainda sem abrir os olhos, percebe a claridade no quarto.
E aí, então, deixa os primeiros raios entrarem sob as pálpebras.
O sol a transforma.
Ele a acorda para a vida, ele a faz querer saber, ele a faz querer dançar.
Ele exerce extremo f'ascínio sobre ela.
Ela, as vezes, pensa que é loucura essa paixão pelo sol.
Por que o astro-rei se interessaria por ela?
Mas ela acredita que é correspondida.
Ele a cega com o brilho de seu sorriso.
Ele a hipnotiza.
E ela o adora.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Stras o que?

Essa história começou no final de outubro de 2008. Era uma sexta feira a noite e eu estava no intervalo da aula de francês. Conversando com os amigos, um deles, o Mauro (o grande culpado!!! hahaha) ficou inconformado com a minha falta de atitude diante da grande oportunidade de estudar fora do Brasil com uma bolsa paga pelo Governo Brasileiro. O Mauro plantou a sementinha e, dois dias depois eu estava decidida: ia aprofundar meus conhecimentos na língua francesa e pleitear a bolsa de estudos para a França. De lá para cá, passei 45 dias em Montréal, conheci o tão sonhado príncipe encantado (mas essa é outra história...rs - que os amigos e leitores do blog já sabem), voltei, prestei a prova de proficiência em francês, passei, cortei o cabelo (de acordo com a promessa que havia feito), fui aceita pelo professor da Universidade de Strasbourg, pedi a bolsa de estudos à CAPES, que me foi concedida e, depois de muita dor de cabeça (porque é isso que acontece sempre que lidamos com órgão público no Brasil), viajei à Strasbourg, na França na metade de janeiro deste ano.
E é sobre isso que vou escrever neste post. Em primeiro lugar, por que Strasbourg? Na realidade, eu não escolhi a cidade. Escolhi o professor, le Monsieur Gérard Pommier. O professor é médico psiquiatra e psicanalista (o mais respeitado da Europa). Foi aluno e paciente de Lacan. Ele dá aulas as quartas e quintas na Universidade de Strasbourg e, o resto da semana, fica em seu consultório em Paris. Essa é, então, a justificativa pela escolha da cidade.
Vamos a alguns dados... Strasbourg situa-se no leste da França. É a capital da Alsacia e pertenceu, por cinco vezes, à Alemanha. É atravessada pelo rio Ill.
Strasbourg é uma das capitais da União Européia porque abriga inúmeras instituições, como o prédio do Parlamento Europeu, o Conselho da Europa e a Corte Européia dos Direitos Humanos.
A Catedral de Nossa Senhora, de Strasbourg, é maravilhosa. Sua construção começou no final do século 11 e foi terminada em 1439. É toda feita em arenito, mas parece ser de renda. Até 1874 a Catedral foi o edifício mais alto do mundo e teve o título de igreja mais alta do mundo até 1880. Hoje é a quarta maior igreja católica do mundo. Dizem que no verão é possível subir até a plataforma de observação da catedral, de onde se tem uma vista mais do que privilegiada da cidade.
Dentro da Catedral, há o Relógio Astronômico, que tem 18 metros de altura. Como todo bom relógio suíço, marca fielmente as horas. Todos os dias, as 12h31min, um carrilhão com esculturas móveis aparece. O relógio também marca os anos bissextos e exibe informações astronomicas.
Quando eu cheguei em Strasbourg, a cidade estava branca. Não nevava, mas a quantidade de neve nas ruas deixava claro que havia nevado no dia anterior. Passei o primeiro final de semana num hotelzinho super gracinha aqui de Strasbourg. No jantar da primeira noite, fui ao restaurante do hotel e pedi um suco de laranja. E, ao chegar, surpresa: no rótulo da garrafinha do suco estava escrito "laranja do Brasil". Hahaha. Que sacanagem! Eu enfrento horas de avião pra tomar um suco de laranja do Brasil??? Hahahahaha.
Cheguei ao meu apartamento na segunda feira e o dia estava lindo! Tinha sol (e logo eu percebi que isso é uma coisa rara em Strasbourg) e não fazia tanto frio... Quer dizer, fazia, mas era suportável. Neste dia, visitei o mercado quatro vezes! Ainda bem que sou vizinha dele!!! As compras foram desde alimentos e produtos de limpeza até panelas e porta retratos. Pronto, o apartamento ficou com a minha cara!
O frio faz com que eu perca um pouco a coragem de sair, então quase não saio. Passeio as vezes, mas não todos os dias. Gosto de andar pelo centro da cidade, onde está a Catedral e a Petite France porque a arquitetura do lugar é muito bonita! Andar as margens do Ill, vendo os cisnes e todos os outros pássaros, dá uma paz que ha muito eu não experimentava.
Ainda não fui a nenhum museu... Há tempo pra isso. Mas fui ao cinema outro dia. E que caro!!! Eu paguei 6,40 porque sou estudante... Assisti um filme francês chamado Complice e achei um bom filme. O cinema é uma ótima programação para os domingos, já que é uma das poucas coisas que funcionam na França este dia.
As aulas que frequento acontecem as quartas e quintas feiras e é sobre psicopatologia e outros assuntos psicanalíticos. Estou achando super legal, ainda que não consiga entender tudo. Acho que a dificuldade maior nem é o idioma, mas a própria complexidade conceitual. Enfim... vou ralar bastante pra conseguir acompanhar e isso não será um problema!
Tive, no primeiro domingo no apartamento, um problema com a eletricidade. Estava arrumando a casa quando a energia acabou. Fiquei angustiada porque era domingo e a recepção do prédio fica fechada. Depois de muita aflição, encontrei uma vizinha disposta a me ajudar. Ela é grega, mora no mesmo andar que eu e o apartamento dela consegue ser infinitamente mais bagunçado que o meu! Hahaha. Ela foi extremamente simpática, veio até meu apartamento e, em segundos resolveu o problema: levantou a chave da caixa de força que tinha caído. Simples assim... rs.
Pouco mais de uma semana depois, o mesmo problema. A energia acabou quase meia noite. Fui à caixa de força e encotrei a chave caída mas, ao muda-la de posição, continuei sem energia... Que desespero!!! Para minha salvação, no mesmo dia, mais cedo, havia chegado um contrato de prestação de serviços (que eu não solicitei e pelo qual eu fiquei revoltadíssima) da companhia de energia de Starsbourg. De acordo com o contrato, eu devo pagar 5,90 todo mês e tenho assistência gratuita de um técnico em eletricidade. Perfeito! Liguei para a companhia e, após o técnico tentar me auxiliar por telefone sem sucesso, ele veio à minha casa. O problema foi um curto na geladeira. Conclusão: quase uma da manhã eu já tinha energia, mas fiquei sem geladeira... Amanhã um técnico vem ver o que será necessário fazer para que eu tenha geladeira novamente! Vamos aguardar.
É isso... Strasbourg é linda e os franceses são educadérrimos, ainda que quase nunca sejam simpáticos. Estou me virando bem em casa e na faculdade. Sinto falta da família, do namorado e dos amigos, mas procuro não pensar tanto nisso, já que a jornada está só começando. As vezes, quando as coisas não saem como eu gostaria, bate uma certa tristeza, mas dou um jeito dela passar logo. O fato da cidade estar quase sempre nublada também me entristece um pouco. Gosto das cores quentes do sol. De qualquer maneira, tento manter a alegria e tenho em mente que devo aproveitar cada minuto dessa oportunidade única.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Joyeux Anniversaire, mon amour!

Há exatos 27 anos eu ainda não era nascida. Mas ganhei um presente mesmo assim. Um presente que só fui conhecer 26 anos depois. Um presente que passei a amar imediatamente, mesmo sem saber. E hoje, quase um ano após o primeiro encontro, vivo a certeza de ama-lo incondicionalmente.
Heri, você é o meu maior presente! Você enche meus dias de sonhos românticos, mantem tua presença suave e constante, está em todos os meus planos e metas, me faz ser ousada e atrevida! Me faz querer estar colada em você, conhecer cada parte de ti porque você tem uma alegria que lhe é inerente, uma forte luz própria. Me faz ter a certeza de que, com você, tudo dá certo, sempre!
E hoje você faz 27. Comemoro a dádiva da tua vida. Comemoro por você deixar eu fazer parte da tua história. Comemoro por você estar presente na minha história e por ser a parte mais bonita dela.
Espero poder comemorar este dia pra lá de especial com você pelo tempo que eu puder viver. Quero que todos os teus anos sejam cheios de saúde e que em todos eles você possa sustentar esse sorriso tão lindo e o brilho dos teus olhos. Que o teu bom humor te acompanhe sempre! Que você continue assim, perfeitinho, do jeito que você é!
Te amo como nunca achei que fosse capaz de amar alguém!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

E 2009 está chegando ao fim...

O final do ano está chegando e, com ele, vem toda aquela reflexão... o balanço pra saber o que valeu a pena e o que precisa ser consertado. E, pensando um pouquinho, consigo resumir 2009 em uma única palavra: PERFEITO. Simples assim! 2009 foi um ano perfeito. Porque acredito que este ano, acertei até quando errei... rs. Quer dizer todas as ações (as louváveis e muitas outras nem tão louváveis assim) me levaram para ótimos lugares (literal e metaforicamente falando...).
Aproveitei 2009 ao máximo. E, ao lerem máximo, pensem no máximo mesmo! Fiz tudo o que tinha vontade. Viajei a beça (conheci Montréal, Toronto, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Cidade do México, Queretaro, Guanajuato e San Miguel), comi sem culpa (e engordei 3 péssimos quilos que não me deixam de jeito nenhum!!), aprendi a dançar, fiz vários amigos bacanas, arrumei O namorado (e que namorado!! Ainda tenho medo de acordar e ver que estava sonhando...). Foi o ano também em que ganhei minha tão sonhada bolsa de estudos para a França.
Claro que tudo foi a base de trabalho. Nada vem fácil e quem me conhece sabe que eu realmente luto por aquilo que quero.
Agora 2010 tá aí. E estou me sentindo um tanto quanto de mãos atadas. Porque agora, indo pra França, toda a minha vida, exceto a acadêmica, vira uma incógnita. Eu já disse aqui que gosto de incertezas. E não é mentira. Mas, tendo quase tudo incerto, dá um pouquinho de medo. Então, meus planos para 2010 são poucos: estudar muito, passear um pouco, viajar nas férias do meio do ano (porque, afinal de contas, o coração precisa ser feliz também), estudar mais e mais e mais. Não vou prometer para 2010 ir à academia ou iniciar o regime. Não faço promessas sem ter a intenção de cumpri-las. Minha promessa para 2010 é manter o sorriso nos lábios e o brilho no olhar mesmo em meio à toda adversidade prevista. Prometo continuar experimentando essa felicidade incrível que vivi em 2009 e cuidando para que ela aumente sempre! Prometo fazer o possível para contagiar aqueles a minha volta com a minha felicidade.
Aos meus amigos e leitores queridos, neste que pretendo que seja o último post do ano, desejo um ótimo finalzinho de 2009 e que 2010 seja ainda muito melhor!

Beijos!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

México! Ai ai....

Esqueça aquela idéia de que no México o que se vê são mexicanos usando um grande sombrero, bebendo tequila, sentados num chão árido sobre a sombra de um cactus... Há, realmente, muitos cactus no México, existe uma parte árida, os mexicanos gostam mesmo de tequila e os cantores de mariachi usam o sombrero. Mas não é nada como o estereótipo que fazemos do México e do povo mexicano.
Na minha opinião, quem diz que brasileiro é o povo mais simpático do mundo, definitivamente não conhece o povo mexicano. São acolhedores. Do momento em que coloquei os pés em solo mexicano até o momento em que os tirei, me senti em casa! Completamente a vontade! O atendente da imigração tinha um bom humor incrível... Os policiais do aeroporto, extremamente solícitos.
Meu vôo deveria chegar ao México as 7:05 da manhã. E foi pontual. Não houve qualquer intercorrência até que eu saísse, pronta para encontrar meu (até então) amigo, o Heri. Ele não estava ali... Na hora, fiquei um pouco aflita, porque não falo espanhol (nunca tive aulas, tudo o que sei sobre a língua são dos meses que passamos conversando por MSN) mas, mesmo assim, pedi informação, troquei alguns dólares, comprei um cartão telefônico e liguei pra ele. Na verdade, ele já estava lá (e há muito tempo!), mas estava andando pelo aeroporto porque a informação que ele tinha era a de que meu vôo ainda não havia chegado... Bem, esse tipo de mal entendido acontece. O fato é que, daí em diante, passei a semana mais incrível da minha vida.
Assim que cheguei fomos tomar um café... Eu, Heri e seus pais. A primeira impressão já foi ótima! Me trataram super bem, fizeram com que eu me sentisse realmente parte da família. Não foi exatamente um café da manhã mexicano, porque eu havia comido no avião e estava sem fome... Então comi um pão (doce, maravilhoso) e tomei leite. Só. E estava uma delícia, mesmo para quem estava sem fome... rs. Daí, pegamos o Turibus. É um ônibus de dois andares, sem teto na parte de cima, que faz um tour pela cidade, parando nos pontos turísticos (que são muitos) e dando explicações sobre eles (em espanhol e inglês). O tour dura cerca de 3 horas. Terminado o tour, paramos em um lugar que não sei definir o que era, mas era algo como uma cafeteria, famosa por seus churros e chocolate e foi isso o que comemos. Uma delícia! Mais tarde, tive minha primeira experiência com a comida verdadeiramente mexicana. Não me lembro o nome do prato, mas parecia com uma pizza, só que com a massa muito fininha, feita de milho, e, em cima, havia carne e queijo. Comi com um pouco de molho à base de abacate e pude perceber, já nesse primeiro contato, como os mexicanos gostam de pimenta! Rs.
Nos dias subsequentes conheci Queretaro, Guanajuato e San Miguel, cidades encantadoras! Das três, a que mais gostei foi San Miguel, uma cidadezinha cheia de igrejas e americanos...rs. É uma cidade tranquila e com excelente qualidade de vida. Não é a toa que os gringos decidiram morar lá. Foi nessa cidade que eu provei um sorvete de mamey, uma fruta que nunca tinha visto e nem experimentado antes. Uma delícia!
Na Cidade do México visitei o Museu de Antropologia e achei fantástico, maravilhoso. Dá vontade de colocar a mão em tudo! Pena que embaixo de cada coisa há uma plaquinha escrito “não toque”... rs. Como os astecas podiam fazer coisas tão incríveis? O Castillo de Chapultepec, visitado no último dia, também é lindo!
Mas, de todos os passeios, o que mais gostei foi, sem dúvida, Teõtihuácãn. A pirâmide da Lua e a imponente pirâmide do Sol me deixaram sem fôlego (tanto no sentido figurativo quanto no sentido literal... rs). O artesanato também é belíssimo.
De todas as comidas que provei (foi uma semana comendo coisas que jamais havia provado antes), o que mais gostei foi a sopa asteca. Que delícia. Outra coisa bem boa é o mole, um tipo de molho que tem em sua composição 123 ingredientes, sendo um deles o cacau. E, para beber, suco de arroz doce. Sim, soa estranho... mas é muito gostoso!!! E as cervejas? Uma delícia! Além das tradicionais, provei cerveja de coco, de manga e de uma outra fruta que não lembro o nome porque não existe aqui no Brasil.
Não conheço muitos lugares, mas de todos os que eu conheço, sem dúvida, o México é o mais encantador! É um país rico em cultura, cores, sabores e simpatia. É simplesmente APAIXONANTE!
Por falar em apaixonante, a viagem ao México me rendeu ainda uma família cuja simpatia e receptividade se vê de longe! Espero voltar lá brevemente!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Evelin no País do Sombrero" ou "Fazendo a lição de casa - 2"

Por razões que não cabem esclarecer aqui, dia 17 deste mês conhecerei uma partezinha do México. A viagem foi decidida meio que de supetão... Mas com tempo (muito mais que) suficiente para que eu planejasse tudo. Primeiro, o visto. Se comparado com o visto americano, quase não há burocracia para se tirar o mexicano. Na verdade, até 2005 não exigia-se visto para que os brasileiros entrassem lá. Mas, imagino, que com a grande quantidade de brasileiros que entrava de forma ilegal nos Estados Unidos via México, o visto passou a ser um pré-requisito para nossa entrada no "país do sombrero". Muito bem... bem-feito pra nós! Mas não encontrei qualquer dificuldade para conseguir a permissão para entrar no país. Aliás, foi muito mais simples do que imaginei. Preparei toda a papelada necessária e, chegando ao Consulado, fui atendida numa fila expressa - claro, eu já tinha o visto americano. Visto concedido em menos de meia hora. Facilidade e bom atendimento. Essa foi minha experiência no consulado mexicano (acho que eles deveriam ensinar bons modos ao pessoal do consulado americano...).
Do visto até a viagem há um hiato de dois meses e meio. E, neste interim, minha contagem regressiva...rs. Estou empolgadíssima com a viagem. Como acho que nunca estive antes. Ficarei na capital do país, a Ciudad de Mexico. Mas pouco sei sobre o local. Sei, por exemplo, que a cidade foi fundada pelos astecas, é a segunda cidade mais populosa do mundo (perdendo só para Tokio) e possui a quarta maior praça (conhecida por Zócalo, mas cujo nome oficial é Praça da Constituição) de onde se pode ver a Catedral Metropolitana, a maior catedral latino americana que levou 250 anos para ser construida, abrigando diversas riquezas do período Colonial.
Sei também que, distante 50 km da capital do país está Teotihuacan, a cidade dos Deuses, que é um sítio arqueológico fundado por volta do século I a.C. e que possui uma das maiores pirâmides do mundo, a pirâmide do Sol. Na verdade, Teotihuacán significa “local onde os homens se tornam deuses”.
Sobre a comida, não conheço mais que burritos, quesadillas, guacamole e os deliciosos pastéis (rs... bolos, em português) de tres leches e irresistible. Mas sei que a culinária mexicana é uma das mais ricas do mundo... e leva sempre muito chili (pimentas e pimentões).
Sobre a bebida, sei menos que muitos brasileiros. Nunca provei a famosa tequila. Mas sei que ela possui cerca de 38% de álcool em sua composição. Descobri essa semana que existe uma outra bebida, extraída da mesma planta de onde se extrai a tequila, chamada mezcal e cuja fama é de ser superior à tequila. O detalhe: dentro da garrafa dessa bebida, há uma LAGARTA. Argh!!! Segundo li, a lagarta é posta dentro da garrafa para provar que o mezcal tem concentração de álcool suficiente para preservá-la. Argh, argh, argh!!! hahaha.
Mas, pior que isso, foi descobrir que os mexicanos comem essas lagartas... E que um pratinho desse sofisticado inseto, acompanhado de guacamole, custa cerca de U$50,00. Acho que esse é um dinheiro que vou economizar...
México, aí vou eu...

domingo, 16 de agosto de 2009

Como não se encantar?

Ele nunca foi mais um... Porque eu o vi. Sou péssima observadora e quase nunca reparo nas pessoas à minha volta. Mas ele nunca passou despercebido. No entanto, seu conceito era "bonito". E só. Até o dia em que ele conversou comigo.
Naquele dia, percebi que "bonito", era pouco. Ele deixou eu ver o lindo sorriso que tem. E me mostrou como ele ilumina tudo a sua volta. Ele me olhou com seu olhar penetrante, instigante, misterioso. Que despertou em mim o desejo de descobrir o que havia por trás dele. E, então, ele sumiu... Me deixou atordoada, confusa. Frustrada até...
E, aí, um outro encontro aconteceu. Alguns dias depois. Mas... o que dizer? Talvez não soubéssemos como nos aproximar. Não sei. O fato é que apenas nos cumprimentamos. Só que eu queria mais.
E, graças à tecnologia, pudemos nos encontrar novamente. Virtualmente, por enquanto, porque a distância física é enorme.
E, ainda assim, longe assim, ele não pode ter idéia do bem imensurável que me faz. Nossas conversas inesgotáveis, nossas risadas, nossas brincadeiras... Seu dom de dizer as palavras certas nas horas certas... É isso que me alimenta, que me faz acordar animadíssima e que mantém meu ânimo até o próximo encontro.
Me pergunto insistentemente - por onde ele andou até agora? Eu quero tanto que isso que está acontecendo (e que eu não sei o nome) dê certo!
Ele me faz perder o sono, perder a fome. Me faz sonhar acordada. E dormindo também (e, uau, que sonhos!!! hahaha).
Ele é único! Gosto do seu humor, gosto das suas idéias, opiniões, gosto da sua independência, gosto do som da sua risada, gosto do seu romantismo, gosto do modo como me trata, gosto até das suas provocações. Adoro a maneira como diz "ahhh, te quiero ya!". Para dizer a verdade, ainda não descobri do que não gosto. E duvido que exista algo do qual eu não vá gostar.
Ele é mais que especial. Não é mais possível pensar na minha vida sem pensar nele. E, ainda que fosse possível, eu me recusaria a fazê-lo.