sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos namorados

Salut mes amis!

Hoje, dia dos namorados, por que não começar o post com a "língua do amor", não é mesmo? Por falar nisso, foi justamente a "língua do amor" que me fez conhecer o Heri, meu namorado e grande amor! Vou aproveitar a data para contar detalhadamente a surpresa que ele me preparou esse ano.
Assim que Heri terminou seu tour pela América Latina, no início do ano, ele voltou ao México e entregou seu passaporte ao Consulado Geral do Canada, a fim de obter seu visto de residente permanente no país da folhinha. E ele não tinha a menor idéia de quando teria seu passaporte de volta. No entanto, quando devolveram seu passaporte (ainda sem visto), pouco mais de um mês depois, ele resolveu que viria me visitar, mas que isso seria uma surpresa! Assim, ele nem me contou que o Consulado havia devolvido seu passaporte.
Antes dele vir, no entanto, eu iria me encontrar com sua irmã, que estava de férias pela Europa. Me encontrei com ela, Viri, em Hamburgo (Alemanha), onde fiquei 3 dias e, depois, fomos juntas à Paris. Sua companhia foi muito importante pra mim porque, entre outras coisas, fez sentir-me menos sozinha. Ao final de uma semana passeando e rindo muito, chegamos à Stras, onde a danadinha da minha cunhada "surrupiou"  uma das chaves do meu apartamento. Um plano conspiratório (a meu favor, diga-se de passagem) estava sendo armado e eu estava alheia a isso tudo!
O fato é que, menos de um mês depois, nas vésperas do meu aniversário, após uma noite cansativa de aula, cheguei em casa e, ao abrir a porta, um caminho de velas me esperava. Fiquei um tempo lá fora, contemplando a imagem, sem saber ao certo o que fazer, se entrar e ver o que me esperava ou se esperava do lado de fora pra ver o que acontecia. Após um momento de hesitação, entrei. Segui as velas e, ao final do caminho havia um ramalhete de flores e o Heri, lindo!, cheiroso! e elegantérrimo!!! Conclusão: tive uma crise de riso! Hahaha, as reações são mesmo inesperadas. Na minha cabeça, um turbilhão de perguntas. No peito, um coração querendo escapar!!! E, então, a pergunta que levou Heri do México à Strasbourg foi feita: "Casa comigo?" E eu alí, ainda rindo muito, respondi que sim, é claro!
Heri é, sem dúvida, um príncipe saído de algum conto de fadas! É inteligente, gentil, romântico, divertido, super companheiro, cheio de valores, enfim, perfeitinho! Reconheço nele aquele a quem sempre procurei! Compartilhamos alguns gostos e muitos sonhos! Ele é o meu passo mais acertado!
Me sinto infinitamente feliz por poder comemorar o dia de hoje com ele (ainda que à distância)!
E, pra terminar o post do dia dos namorados, um texto lindo de Carlos Drummond de Andrade, "Conselhos de um velho apaixonado"

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça:  Algo do céu te mandou um presente divino - O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Processo Québec: O início

Primeiro um maravilhamento (isso existe?). E, depois, uma inquietação. Isso aconteceu há pouco mais de um ano, quando estive em Montréal. Aí comecei a remoer a idéia tentadora de me mudar pra lá: salários generosos (na verdade, justos), segurança incomparável, cultura acessível à todos, bons transportes. Isso (como se fosse pouco) aliado ao fato do homem que amo já ser residente canadense, me encheu de coragem para entrar com o pedido de imigração ao Québec.
Depois de muito pesquisar e muito ler, preenchi os formulários necessários, fotocopiei os documentos que tinha em mãos e enviei pro Brasil. Lá (ou aí, rs) meus pais juntaram os documentos faltantes e, no final de abril, meus documentos foram enviados ao Escritório do Québec em São Paulo. Dois dias depois, o escritório descontou a taxa de avaliação no meu cartão de crédito e, uma semana depois recebi a primeira carta, na qual dizia que meu dossiê foi recebido e seria analisado. Hoje, 12 dias depois de enviar os documentos, recebi uma segunda carta, dizendo que meu processo foi analisado e aprovado e que, brevemente, serei convocada para uma entrevista. A carta termina com uma ameaça (hahaha, isso é paranóia de candidata à imigração): dedique-se ao estudo do francês, pesquise sobre mercado de trabalho e vida no Québec para a entrevista. Bom, brincadeiras a parte, pelo menos eles dizem o que preciso saber para o dia da entrevista.
Ainda assim, to ansiosa pra caramba! Tenho medo de que essa entrevista seja marcada numa época em que estou fora do Brasil e não possa retornar... Tenho medo das possíveis perguntas em inglês... Tenho medo de paralisar na hora... Enfim, to cheia de medos e ansiedades. Mas agora é hora de arregaçar as mangas e estudar bastante. Estudar francês, inglês e me informar ao máximo sobre o Québec. Sei que essa é uma preparação pra entrevista, mas que será válida pra minha vida lá no país da folhinha!
Um pedido: façam figas, rezem, enfim, torçam por mim!!!

sexta-feira, 19 de março de 2010

A menina e o Sol

Vasculhando nos "rascunhos" do meu blog encontrei esse artigo escrito há 7 meses. Não sei porque não o publiquei. Ele continua fazendo muito sentido pra mim, então por isso o publico agora. Com vocês, A menina e o Sol.



Ela sente como se o sol a esquentasse sempre.
Mesmo quando chove.
Mesmo quando é noite.
E, talvez, pelo fato do sol estar sempre presente,
ela não sabe mais quando é hora de dormir.
Não quer (e nem consegue) dormir quando o sol faz presença forte.
Mas sente necessidade de dormir quando o calor é brando... ainda que seja dia.
Talvez porque, quando ela está no sol,
é como se sonhasse acordada.
E quando não pode se expor a ele, ela dorme para que ele apareça em seus sonhos.
O sol a faz sentir-se viva.
É ele quem faz seu dia mais feliz.
Quando ela acorda, ainda sem abrir os olhos, percebe a claridade no quarto.
E aí, então, deixa os primeiros raios entrarem sob as pálpebras.
O sol a transforma.
Ele a acorda para a vida, ele a faz querer saber, ele a faz querer dançar.
Ele exerce extremo f'ascínio sobre ela.
Ela, as vezes, pensa que é loucura essa paixão pelo sol.
Por que o astro-rei se interessaria por ela?
Mas ela acredita que é correspondida.
Ele a cega com o brilho de seu sorriso.
Ele a hipnotiza.
E ela o adora.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Stras o que?

Essa história começou no final de outubro de 2008. Era uma sexta feira a noite e eu estava no intervalo da aula de francês. Conversando com os amigos, um deles, o Mauro (o grande culpado!!! hahaha) ficou inconformado com a minha falta de atitude diante da grande oportunidade de estudar fora do Brasil com uma bolsa paga pelo Governo Brasileiro. O Mauro plantou a sementinha e, dois dias depois eu estava decidida: ia aprofundar meus conhecimentos na língua francesa e pleitear a bolsa de estudos para a França. De lá para cá, passei 45 dias em Montréal, conheci o tão sonhado príncipe encantado (mas essa é outra história...rs - que os amigos e leitores do blog já sabem), voltei, prestei a prova de proficiência em francês, passei, cortei o cabelo (de acordo com a promessa que havia feito), fui aceita pelo professor da Universidade de Strasbourg, pedi a bolsa de estudos à CAPES, que me foi concedida e, depois de muita dor de cabeça (porque é isso que acontece sempre que lidamos com órgão público no Brasil), viajei à Strasbourg, na França na metade de janeiro deste ano.
E é sobre isso que vou escrever neste post. Em primeiro lugar, por que Strasbourg? Na realidade, eu não escolhi a cidade. Escolhi o professor, le Monsieur Gérard Pommier. O professor é médico psiquiatra e psicanalista (o mais respeitado da Europa). Foi aluno e paciente de Lacan. Ele dá aulas as quartas e quintas na Universidade de Strasbourg e, o resto da semana, fica em seu consultório em Paris. Essa é, então, a justificativa pela escolha da cidade.
Vamos a alguns dados... Strasbourg situa-se no leste da França. É a capital da Alsacia e pertenceu, por cinco vezes, à Alemanha. É atravessada pelo rio Ill.
Strasbourg é uma das capitais da União Européia porque abriga inúmeras instituições, como o prédio do Parlamento Europeu, o Conselho da Europa e a Corte Européia dos Direitos Humanos.
A Catedral de Nossa Senhora, de Strasbourg, é maravilhosa. Sua construção começou no final do século 11 e foi terminada em 1439. É toda feita em arenito, mas parece ser de renda. Até 1874 a Catedral foi o edifício mais alto do mundo e teve o título de igreja mais alta do mundo até 1880. Hoje é a quarta maior igreja católica do mundo. Dizem que no verão é possível subir até a plataforma de observação da catedral, de onde se tem uma vista mais do que privilegiada da cidade.
Dentro da Catedral, há o Relógio Astronômico, que tem 18 metros de altura. Como todo bom relógio suíço, marca fielmente as horas. Todos os dias, as 12h31min, um carrilhão com esculturas móveis aparece. O relógio também marca os anos bissextos e exibe informações astronomicas.
Quando eu cheguei em Strasbourg, a cidade estava branca. Não nevava, mas a quantidade de neve nas ruas deixava claro que havia nevado no dia anterior. Passei o primeiro final de semana num hotelzinho super gracinha aqui de Strasbourg. No jantar da primeira noite, fui ao restaurante do hotel e pedi um suco de laranja. E, ao chegar, surpresa: no rótulo da garrafinha do suco estava escrito "laranja do Brasil". Hahaha. Que sacanagem! Eu enfrento horas de avião pra tomar um suco de laranja do Brasil??? Hahahahaha.
Cheguei ao meu apartamento na segunda feira e o dia estava lindo! Tinha sol (e logo eu percebi que isso é uma coisa rara em Strasbourg) e não fazia tanto frio... Quer dizer, fazia, mas era suportável. Neste dia, visitei o mercado quatro vezes! Ainda bem que sou vizinha dele!!! As compras foram desde alimentos e produtos de limpeza até panelas e porta retratos. Pronto, o apartamento ficou com a minha cara!
O frio faz com que eu perca um pouco a coragem de sair, então quase não saio. Passeio as vezes, mas não todos os dias. Gosto de andar pelo centro da cidade, onde está a Catedral e a Petite France porque a arquitetura do lugar é muito bonita! Andar as margens do Ill, vendo os cisnes e todos os outros pássaros, dá uma paz que ha muito eu não experimentava.
Ainda não fui a nenhum museu... Há tempo pra isso. Mas fui ao cinema outro dia. E que caro!!! Eu paguei 6,40 porque sou estudante... Assisti um filme francês chamado Complice e achei um bom filme. O cinema é uma ótima programação para os domingos, já que é uma das poucas coisas que funcionam na França este dia.
As aulas que frequento acontecem as quartas e quintas feiras e é sobre psicopatologia e outros assuntos psicanalíticos. Estou achando super legal, ainda que não consiga entender tudo. Acho que a dificuldade maior nem é o idioma, mas a própria complexidade conceitual. Enfim... vou ralar bastante pra conseguir acompanhar e isso não será um problema!
Tive, no primeiro domingo no apartamento, um problema com a eletricidade. Estava arrumando a casa quando a energia acabou. Fiquei angustiada porque era domingo e a recepção do prédio fica fechada. Depois de muita aflição, encontrei uma vizinha disposta a me ajudar. Ela é grega, mora no mesmo andar que eu e o apartamento dela consegue ser infinitamente mais bagunçado que o meu! Hahaha. Ela foi extremamente simpática, veio até meu apartamento e, em segundos resolveu o problema: levantou a chave da caixa de força que tinha caído. Simples assim... rs.
Pouco mais de uma semana depois, o mesmo problema. A energia acabou quase meia noite. Fui à caixa de força e encotrei a chave caída mas, ao muda-la de posição, continuei sem energia... Que desespero!!! Para minha salvação, no mesmo dia, mais cedo, havia chegado um contrato de prestação de serviços (que eu não solicitei e pelo qual eu fiquei revoltadíssima) da companhia de energia de Starsbourg. De acordo com o contrato, eu devo pagar 5,90 todo mês e tenho assistência gratuita de um técnico em eletricidade. Perfeito! Liguei para a companhia e, após o técnico tentar me auxiliar por telefone sem sucesso, ele veio à minha casa. O problema foi um curto na geladeira. Conclusão: quase uma da manhã eu já tinha energia, mas fiquei sem geladeira... Amanhã um técnico vem ver o que será necessário fazer para que eu tenha geladeira novamente! Vamos aguardar.
É isso... Strasbourg é linda e os franceses são educadérrimos, ainda que quase nunca sejam simpáticos. Estou me virando bem em casa e na faculdade. Sinto falta da família, do namorado e dos amigos, mas procuro não pensar tanto nisso, já que a jornada está só começando. As vezes, quando as coisas não saem como eu gostaria, bate uma certa tristeza, mas dou um jeito dela passar logo. O fato da cidade estar quase sempre nublada também me entristece um pouco. Gosto das cores quentes do sol. De qualquer maneira, tento manter a alegria e tenho em mente que devo aproveitar cada minuto dessa oportunidade única.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Joyeux Anniversaire, mon amour!

Há exatos 27 anos eu ainda não era nascida. Mas ganhei um presente mesmo assim. Um presente que só fui conhecer 26 anos depois. Um presente que passei a amar imediatamente, mesmo sem saber. E hoje, quase um ano após o primeiro encontro, vivo a certeza de ama-lo incondicionalmente.
Heri, você é o meu maior presente! Você enche meus dias de sonhos românticos, mantem tua presença suave e constante, está em todos os meus planos e metas, me faz ser ousada e atrevida! Me faz querer estar colada em você, conhecer cada parte de ti porque você tem uma alegria que lhe é inerente, uma forte luz própria. Me faz ter a certeza de que, com você, tudo dá certo, sempre!
E hoje você faz 27. Comemoro a dádiva da tua vida. Comemoro por você deixar eu fazer parte da tua história. Comemoro por você estar presente na minha história e por ser a parte mais bonita dela.
Espero poder comemorar este dia pra lá de especial com você pelo tempo que eu puder viver. Quero que todos os teus anos sejam cheios de saúde e que em todos eles você possa sustentar esse sorriso tão lindo e o brilho dos teus olhos. Que o teu bom humor te acompanhe sempre! Que você continue assim, perfeitinho, do jeito que você é!
Te amo como nunca achei que fosse capaz de amar alguém!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

E 2009 está chegando ao fim...

O final do ano está chegando e, com ele, vem toda aquela reflexão... o balanço pra saber o que valeu a pena e o que precisa ser consertado. E, pensando um pouquinho, consigo resumir 2009 em uma única palavra: PERFEITO. Simples assim! 2009 foi um ano perfeito. Porque acredito que este ano, acertei até quando errei... rs. Quer dizer todas as ações (as louváveis e muitas outras nem tão louváveis assim) me levaram para ótimos lugares (literal e metaforicamente falando...).
Aproveitei 2009 ao máximo. E, ao lerem máximo, pensem no máximo mesmo! Fiz tudo o que tinha vontade. Viajei a beça (conheci Montréal, Toronto, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Cidade do México, Queretaro, Guanajuato e San Miguel), comi sem culpa (e engordei 3 péssimos quilos que não me deixam de jeito nenhum!!), aprendi a dançar, fiz vários amigos bacanas, arrumei O namorado (e que namorado!! Ainda tenho medo de acordar e ver que estava sonhando...). Foi o ano também em que ganhei minha tão sonhada bolsa de estudos para a França.
Claro que tudo foi a base de trabalho. Nada vem fácil e quem me conhece sabe que eu realmente luto por aquilo que quero.
Agora 2010 tá aí. E estou me sentindo um tanto quanto de mãos atadas. Porque agora, indo pra França, toda a minha vida, exceto a acadêmica, vira uma incógnita. Eu já disse aqui que gosto de incertezas. E não é mentira. Mas, tendo quase tudo incerto, dá um pouquinho de medo. Então, meus planos para 2010 são poucos: estudar muito, passear um pouco, viajar nas férias do meio do ano (porque, afinal de contas, o coração precisa ser feliz também), estudar mais e mais e mais. Não vou prometer para 2010 ir à academia ou iniciar o regime. Não faço promessas sem ter a intenção de cumpri-las. Minha promessa para 2010 é manter o sorriso nos lábios e o brilho no olhar mesmo em meio à toda adversidade prevista. Prometo continuar experimentando essa felicidade incrível que vivi em 2009 e cuidando para que ela aumente sempre! Prometo fazer o possível para contagiar aqueles a minha volta com a minha felicidade.
Aos meus amigos e leitores queridos, neste que pretendo que seja o último post do ano, desejo um ótimo finalzinho de 2009 e que 2010 seja ainda muito melhor!

Beijos!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

México! Ai ai....

Esqueça aquela idéia de que no México o que se vê são mexicanos usando um grande sombrero, bebendo tequila, sentados num chão árido sobre a sombra de um cactus... Há, realmente, muitos cactus no México, existe uma parte árida, os mexicanos gostam mesmo de tequila e os cantores de mariachi usam o sombrero. Mas não é nada como o estereótipo que fazemos do México e do povo mexicano.
Na minha opinião, quem diz que brasileiro é o povo mais simpático do mundo, definitivamente não conhece o povo mexicano. São acolhedores. Do momento em que coloquei os pés em solo mexicano até o momento em que os tirei, me senti em casa! Completamente a vontade! O atendente da imigração tinha um bom humor incrível... Os policiais do aeroporto, extremamente solícitos.
Meu vôo deveria chegar ao México as 7:05 da manhã. E foi pontual. Não houve qualquer intercorrência até que eu saísse, pronta para encontrar meu (até então) amigo, o Heri. Ele não estava ali... Na hora, fiquei um pouco aflita, porque não falo espanhol (nunca tive aulas, tudo o que sei sobre a língua são dos meses que passamos conversando por MSN) mas, mesmo assim, pedi informação, troquei alguns dólares, comprei um cartão telefônico e liguei pra ele. Na verdade, ele já estava lá (e há muito tempo!), mas estava andando pelo aeroporto porque a informação que ele tinha era a de que meu vôo ainda não havia chegado... Bem, esse tipo de mal entendido acontece. O fato é que, daí em diante, passei a semana mais incrível da minha vida.
Assim que cheguei fomos tomar um café... Eu, Heri e seus pais. A primeira impressão já foi ótima! Me trataram super bem, fizeram com que eu me sentisse realmente parte da família. Não foi exatamente um café da manhã mexicano, porque eu havia comido no avião e estava sem fome... Então comi um pão (doce, maravilhoso) e tomei leite. Só. E estava uma delícia, mesmo para quem estava sem fome... rs. Daí, pegamos o Turibus. É um ônibus de dois andares, sem teto na parte de cima, que faz um tour pela cidade, parando nos pontos turísticos (que são muitos) e dando explicações sobre eles (em espanhol e inglês). O tour dura cerca de 3 horas. Terminado o tour, paramos em um lugar que não sei definir o que era, mas era algo como uma cafeteria, famosa por seus churros e chocolate e foi isso o que comemos. Uma delícia! Mais tarde, tive minha primeira experiência com a comida verdadeiramente mexicana. Não me lembro o nome do prato, mas parecia com uma pizza, só que com a massa muito fininha, feita de milho, e, em cima, havia carne e queijo. Comi com um pouco de molho à base de abacate e pude perceber, já nesse primeiro contato, como os mexicanos gostam de pimenta! Rs.
Nos dias subsequentes conheci Queretaro, Guanajuato e San Miguel, cidades encantadoras! Das três, a que mais gostei foi San Miguel, uma cidadezinha cheia de igrejas e americanos...rs. É uma cidade tranquila e com excelente qualidade de vida. Não é a toa que os gringos decidiram morar lá. Foi nessa cidade que eu provei um sorvete de mamey, uma fruta que nunca tinha visto e nem experimentado antes. Uma delícia!
Na Cidade do México visitei o Museu de Antropologia e achei fantástico, maravilhoso. Dá vontade de colocar a mão em tudo! Pena que embaixo de cada coisa há uma plaquinha escrito “não toque”... rs. Como os astecas podiam fazer coisas tão incríveis? O Castillo de Chapultepec, visitado no último dia, também é lindo!
Mas, de todos os passeios, o que mais gostei foi, sem dúvida, Teõtihuácãn. A pirâmide da Lua e a imponente pirâmide do Sol me deixaram sem fôlego (tanto no sentido figurativo quanto no sentido literal... rs). O artesanato também é belíssimo.
De todas as comidas que provei (foi uma semana comendo coisas que jamais havia provado antes), o que mais gostei foi a sopa asteca. Que delícia. Outra coisa bem boa é o mole, um tipo de molho que tem em sua composição 123 ingredientes, sendo um deles o cacau. E, para beber, suco de arroz doce. Sim, soa estranho... mas é muito gostoso!!! E as cervejas? Uma delícia! Além das tradicionais, provei cerveja de coco, de manga e de uma outra fruta que não lembro o nome porque não existe aqui no Brasil.
Não conheço muitos lugares, mas de todos os que eu conheço, sem dúvida, o México é o mais encantador! É um país rico em cultura, cores, sabores e simpatia. É simplesmente APAIXONANTE!
Por falar em apaixonante, a viagem ao México me rendeu ainda uma família cuja simpatia e receptividade se vê de longe! Espero voltar lá brevemente!